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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Presidenta Dilma assume compromisso de luta contínua contra o crack e outras drogas

Saiu no Blog do Planalto:

A presidenta Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira (17) a implantação de 49 Centros Regionais de Referência em Crack e Outras Drogas (CRR) em universidades federais das cinco regiões brasileiras. Em solenidade no Palácio do Planalto, a presidenta reafirmou o compromisso de seu governo na luta contínua do combate às drogas, especialmente o crack, “para que um país como o nosso não tenha sua juventude vulnerabilizada”.

Os centros serão responsáveis por capacitar, nos próximos 12 meses, 14,7 mil profissionais como médicos, psicólogos , enfermeiros, assistentes sociais e agentes comunitários. Segundo a presidenta Dilma, o combate de “um problema da proporção do crack” requer profissionais altamente capacitados para tratamento do usuário e apoio às famílias, daí a importância do projeto que será, segundo ela, “uma das armas mais fortes de combate e prevenção às drogas”.

“Eu estava aqui, há pouco, comentando com o ministro Fernando Haddad a importância cada vez maior que a universidade federal, a universidade estadual, a universidade municipal adquirem na sociedade brasileira. A valorização que, no governo do presidente Lula, foi dada às universidades federais, eu acho que contribui também para essa devolução que eu acho que os senhores podem fazer com [para] a sociedade brasileira”, disse.

Em seu discurso, a presidenta frisou a importância do envolvimento multissetorial no combate às drogas e criminalidade e lembrou que “a valorização dos professores e professoras do nosso país” é imprescindível nesse processo e uma meta de seu governo. Além disso, ressaltou a presidenta, é necessário envolver instituições como a Política Federal para o combate ao crime organizado, tráfico de drogas e fortalecimento das fronteiras.

“Junto com a Polícia Federal nas áreas de fronteira, com o próprio Exército, com as Forças Armadas, o saber talvez seja uma das condições privilegiadas através das quais nós podemos decifrar as drogas (…). E, acho que é fundamental a gente perceber que tudo isso também passa por um processo de combate ao crime organizado, através do controle de fronteiras, da… eu diria, o reforço ainda maior da Polícia Federal no combate à criminalidade e às drogas”, disse.

Participaram ainda da abertura do seminário – que reúne 49 reitores das universidades selecionadas – os ministros Alexandre Padilha (Saúde), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Fernando Haddad (Educação), a secretária nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad), Paulina do Carmo, e o presidente da Andifes, Edward Madureira.

“O crack é mais que uma droga, é quase um veneno. Começa com uma brincadeira e termina com a morte”, alertou o ministro da Educação, Fernando Haddad.

Após a cerimônia, a secretária nacional de Políticas Sobre Drogas concedeu entrevista coletiva e assinalou que, no próximo mês, o governo federal lançará o maior estudo do mundo sobre o crack, que envolveu 22 mil pessoas de diversos estados brasileiros. A partir da amostragem, a pesquisa traçará o mapa do consumo de crack no país e servirá como embasamento para diversas políticas públicas para enfrentamento da droga.

Centros de referência — Cada projeto (quatro cursos) terá até R$ 300 mil do Fundo Nacional Antidrogas (Funad) para capacitação de 300 profissionais. Ao final de 12 meses, serão formados 14,7 mil profissionais, em 844 municípios de 19 estados do país. Os cursos vão abordar o gerenciamento de casos, a reinserção social e o aconselhamento motivacional, bem como o aperfeiçoamento de médicos atuantes no Programa de Saúde em Família, no Núcleo de Assistência à Saúde da Família e profissionais do SUS e do Sistema Único de Assistência Social.


A iniciativa faz parte do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, lançado no ano passado pelo governo federal. O Plano prevê, também, a ampliação do número de leitos de internação de usuários, a ampliação do número de Centros de Referência de Assistência Social e dos Centros de Referência Especializada de Assistência Social, a realização de estudos e pesquisas, a ampliação do horário de atendimento do VivaVoz, a criação de centros de pesquisa e novas metodologias de tratamento e reinserção social, e medidas de enfrentamento ao tráfico.

 

 “Política de descriminalização do FHC funciona para rico viciado”.

Por que o Cerra e o Aécio não apoiam a descriminalização do Farol de Alexandria ?
Por que o PSDB morre de medo dele ?
Essa política de descriminalização tem cheiro de marketing no Hemisfério Norte.
Deve fazer muito sucesso em Harvar (revisor, por favor: é Harvar mesmo; obrigado).

Paulo Henrique Amorim
sou sua seguidora e fã numero1 !!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Dilema angustiante: abortar ou não abortar?



A tão temida e preconceituada  "Lei do Aborto", que assusta os conservadores e ignorantes da realidade, habitantes de um mundo irreal... continua em debate pelo povo.

 Dialogando com duas jovens:  primeiro falarei sobre a conversa com Natália Martins. Ela é da idade de vinte e três anos, cursa o terceiro período de direito, é mãe de uma criança de um ano. Engravidou sem programar. Ao descobrir que estava grávida entrou no dilema da maioria das jovens com a mesma idade: abortar ou não abortar?  Cheia de culpa,  sua mente recheada de informações de um dogmatismo desusado  resolveu  dar a luz à  criança. Aparentemente a decisão  parece cheia de coragem. Afinal, uma jovem romântica como todas as que  acreditam que os homem assumem e criam filhos. Ledo engano. Natália hoje continua morando com a mãe.  É uma  jovem senhora,  modelo de mulher guerreira. A Natália e a mãe juntas criam  filho e neto. Hoje Natália é uma defensora da lei do aborto, trabalha em horário integral, escreve sobre o assunto e tem enormes dificuldades de voltar aos estudos.
 
Agora menciono o caso de Viviane, que tem a mesma idade de Natália. Viviane é Coordenadora do Projeto Rondon na UNE (União nacional dos estudantes), coordena também o PPL-MT, reside atualmente em Cuiabá- MT, é militante política e defensora da causa das mulheres, viaja por todo Brasil, livremente.  O que isso tem ha ver ou não com o aborto? Se uma jovem tem a saúde pública a seu favor para decidir ou não o que fazer e esperar o momento certo para ter filhos, estudar, ser líder, viajar, desenvolver e debater  idéias, profissionalizar-se e tem filhos com maturidade,  essa é a diferença entre as duas. Natália tem uma dupla jornada de trabalho, é  alegre,  criativa, inteligente, mas  adiará seus sonhos e, por isso, companheiras eu vos digo:  a Lei do Aborto muito foi discutida na campanha da Presidenta Dilma , agora precisamos avançar mas sem nos curvarmos às religiões machistas e nem às opiniões de quem nada sabe sobre as mulheres.

Expresso minha aprofunda admiração pelas duas jovens que  escrevem a história transformadora da mulher,  considerando a pressão do tempo que vivemos.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Aleluia! Nasceu!




Sábado passado, dia 05 de fevereiro de 2011, é histórico para Goiás, principalmente para as mulheres. Nasceu a Federação de Mulheres Goianas. Essa entidade é parte da Confederação das Mulheres do Brasil e se somará às lutas travadas em todo o País. Por isso já nasce forte e pujante.

Esse é um espaço importante ao lado de muitos outros na defesa e no empoderamento das mulheres. Suas marcas são: feminismo amplo e abrangente, união na luta que conta com mulheres de todas as idades, sem discriminação de estado civil, sexo, cor, idade, partidária e religião. A FMG conta com o apoio e aliança dos homens também, sem discriminação.

A FMG construirá inúmeros projetos e buscará recursos para realizá-los, mas sua luta primeira é a de defender as mulheres em seus direitos à igualdade e à dignidade. Interessa-nos a construção de sociedade justa que valorize a participação das mulheres, mas para isso conclamamos a que todas e todos se entreguem à luta e à participação dos eventos chamados e coordenados pela nossa novinha Federação. Muitas vezes compartilharemos o tempo da família, dos estudos e do trabalho para organizarmos ações e eventos da Federação.

Agradeço de coração a todos/as que participaram e lutaram para organizar nossa Federação. Agradeço a Universidade Universo pela cedência de uma sala para nossas reuniões. Esse espaço físico é de inestimável valor.

Contem conosco, companheiras. Partilhem conosco suas sugestões e propostas. Nosso espaço geográfico é Goiás.

Com carinho e espírito de luta, Jucilene Pereira Barros, Presidenta.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Um padre com pose de Don Juan e Casablanca




Quem não conhece a história romântica e sedutora de Casablanca e Don Juan? Não há mulher que tenha assistido ou lido os livros que não se encantasse com  essa história, demonstrando o aparentemente mais gentil dos homens, mas nas entre linhas não é bem assim! Don Juan é um mito sobre um homem que seduzia e encantava as mulheres com sua beleza e lindas palavras dirigidas às belas mulheres, causando inveja aos outros homens. 

Casablanca realmente é uma historia real de um homem perverso que se satisfazia em seduzir belas mulheres. Ele descobriu a capacidade de encantá-las. Não tinha pretensão de possuí-las, mas de conquistar sua alma e quando apaixonadas eram descartadas, sem preocupar-se  com as conseqüências, abandonando-as em situação delicada e coração arrasado.

Num diálogo com um professor, um homem de alma feminina, ele me disse que o inferno é o outro, como o definiu Jean Paul Sartre. Eu concordo! No momento, companheiras, as formas de relacionamentos mudaram: compramos, vendemos, namoramos e estudamos através da internet. Através dessa mídia eis que surgem os Casablancas dos tempos modernos. Os mesmos aparecem com um belo discurso. Qual de nós solitária não nos apaixonaria por um homem que nos seduz  contando-nos  uma bela  e charmosa história, arrancando da mulher o extinto de proteção ao ouvir que é padre de uma igreja libertadora e transformadora, apregoando que a transformação da sociedade partirá da teoria de que a família é a chave real de tudo? Porém, nada disso companheiras! Esse homem é casado, tem família e passou por outros casamentos, deixando filhos e, no casamento atual, a mulher que está ao seu lado acredita nessa teoria dissimulada. Enquanto ela trabalha preocupada com o bem comum de sua família , cuida da casa e dos filhos, esse homem usa sites de relacionamentos para seduzir mulheres de dezoito a trinta anos, sem considerar o ridículo de que ele já passou dos sessenta anos de idade .

 Em quem acreditarmos? Pergunto-me.

Quem conhece esse padre de perto, em princípio,  se encanta com suas palavras e a sua  aparente simplicidade ao nos contar sua  historia de luta pela igreja e por uma família sólida e como trata tão bem sua enganada esposa todos acreditam em sua versão de bom homem e grande religioso.

Companheiras, façamos uma reflexão sobre isso. Não há nada de errado com a internet, mas sim com o velho hábito dos falsos religiosos que se igualam a tirania de igrejas onde todos os dias ouvimos falar de pastores homofóbicos, padres pedófilos e tantas discriminações. 

Ouso afirmar que  a transformação social acontece  através de  mudanças políticas e culturais, através de  debates profundos, sem medo de nos desfazermos de antigos conceitos e velhos paradigmas e não de papo furado de religiosos que pregam uma coisa e fazem outra, iludidos de que não serão descobertos.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Diálogo com os homens




Ser machista ou feminista é uma condição de muitos homens e de muitas mulheres.
 
 Dialogando com o analista de sistema JOAO EDGAR  sobre feminismo,   na defesa de minha luta constante por espaços maiores e melhores para as mulheres na sociedade e na luta política, defendi a tese de que a mudança passa por transformação de valores. Ele me surpreendeu contando-me a fábula de HELLO KITTY. Qual a mulher que não conhece a tal bonequinha? A aparência cor de rosa representa a delicadeza feminina ou a submissão, imposta quando nascemos? Nada disso companheiras:  a HELLO KITTY é um símbolo de um pedido de socorro do primeiro movimento feminista do Japão, no tempo em que as mulheres não falavam em público e mesmo no grupo familiar.  Colocavam uma das mãos na boca ao falar. Por isso criaram a bonequinha sem boca em forma de protesto. Quantas mulheres conhecemos de todas as raças, idade e crédulos que se mantêm com suas bocas fechadas,  impostas pela tirania  política de dominação direitista nos paises castradores das religiões, sem ética transformadora, cuja  imposição da beleza do consumo exacerbado, onde e quando nós mulheres criamos nossos filhos  para ter e não para ser, criando uma juventude apática, num ambiente onde não se discute cultura, transformação social, falta  enfrentamento político e mudança de nossos valores . 

É inadmissível, companheiras,  que ainda hoje no tempo em que as mulheres ocupam lugares em toda as frentes de trabalhos educarmos nossos filhos assim, dentro de igrejas radicais com representantes ultrapassados, proibindo mulheres de ocupar  lugares de destaques  dentro das instituições religiosas ou aceitarmos criticas e brincadeiras de que não somos capazes.  Avançamos muito elegendo uma mulher 'PRESIDENTA DA REPÚBLICA'. Mas é preciso bem mais que isso: deixemos sair o grito mudo das nossas gargantas, começando dentro de nossa própria casa, nos nossos bairros,  nas ruas.  Façamos nos  ouvir onde quer que  formos. Somos frágeis na condição física, mas infinitamente capazes de grandes transformações. Preparar os homens do futuro  com uma boa educação para que não vejamos nos telejornais jovens praticando barbáries, colocando fogo em indígenas, espancando homossexuais,  vomitando assim seus preconceitos em forma de violência, hostilizando mulheres a quem eles devem respeito. 

QUEM SOMOS NÓS? SOMOS HELLO KITTY?

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