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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Mulheres que lutam destemidamente


No dia 20 de abril de 2010 somei-me a uma vitoriosa caravana composta por companheiros/as de Goiânia e de Brasília, que se dirigiu a São Paulo. Nosso objetivo era o de comemorar o primeiro ano de existência do Partido Pátria Livre, no dia 21 de abril, em memória do grande herói e patriota Tiradentes. Da viagem participaram trabalhadores/as, intelectuais, jovens e mulheres. 

Aqui dou depoimento pessoal da participação daquele evento. É um testemunho sob um olhar, sentimentos e consciência femininos. Ao chegarmos a Brasília nos encontramos com mulheres animadas, dinâmicas e dispostas à luta. Menciono algumas e nelas represento todas as que viajaram conosco. Patrícia Mendonça impressionou-me por sua sede de conhecer a aprender sobre a luta que nos emancipa da condição de dependência e de miséria em que neoliberalismo tentou jogar nosso país. A Patrícia é uma mulher jovem e inquieta, sempre pronta a perguntar, questionar sobre o que deseja aprender sobre as lutas políticas que envolvem jovens e mulheres. Minha nova amiga e companheira me ensina que é possível entregar-se à luta com simpatia, sorriso, beleza e muita feminilidade. Conta comigo e conto contigo, amiga e companheira! Outra que me impressionou por sua juventude, simpatia e empatia que ajuda a unir e a inspirar a luta foi a companheira Rose Rodrigues. Jovem e disposta à luta, mesmo passando pelo sacrifício de uma longa e desconfortável viagem. Que bom Rose. Quanto mais cedo se inicia uma luta mais se aprende e acumula sabedoria sobre a marcha libertária em favor de independência e desenvolvimento de nossa Pátria.

Em São Paulo me senti em meio a um ambiente emocionante e animado, embalado e dinamizado pela história de lutas de mais de quarenta anos que enraíza o Partido Pátria Livre. No palco, como numa verdadeira galeria de heróis e heroínas, vi homens e mulheres de cabelos brancos, símbolos de lutas que vêm dos tempos da ditadura, atravessam os terríveis anos de neoliberalismo e chegam a nós, sempre incessantes de coragem e exemplos de trabalho na construção de nosso país independente e desenvolvido. Impressionei-me com mulheres de história de lutas, que tive a honra e a alegria de conhecer, com quem quero contar como minhas companheiras, amigas e exemplos de luta. Alinho aqui as companheiras Glaucia Morelli, presidente da Confederação de Mulheres do Brasil, Márcia Campos, Roseanita Campos, Mari Perusso, presidente da Federação Gaúcha de Mulheres e tantas outras que me comovem e me movem à luta em favor da reconstrução da Federação de mulheres em Goiás. Sei que podemos contar com o apoio e orientação dessas grandes mulheres.

Alegro-me e me sinto feliz por ser convidada a reconstruir uma pujante Federação em Goiás. Além delas contamos com a participação e apoio das mulheres de Goiás e dos homens, também. Aqui há muito a fazer pelas e com as mulheres. Nesse ano, em especial, precisamos lutar dedicadamente na defesa de nossa Pátria e do projeto de desenvolvimento que nós mulheres ajudamos a construir. Precisamos evitar a derrota para os neoliberais que desejam voltar ao poder para destruir nosso País, precisamos aprofundar o desenvolvimento com distribuição de riquezas e de renda, ampliando as reformas e independência nacional, iniciadas pelo Presidente Lula.

Viva a Luta, companheiras, viva a recriação de Federação das Mulheres de Goiás, viva nossa Pátria Livre.

terça-feira, 13 de abril de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

ELIMINAR OS ÍNDIOS?


No dia 19 de abril comemoraremos mais um dia do índio. Pensar nos indígenas exige que nos perguntemos muito sobre essa questão, afinal somos um País indígena. Será que somos indigenistas?
Um fato que me envolveu me emocionou e me leva sempre a muita reflexão sempre que  lembro do ocorrido. Solicitei a um proprietário de uma fotocopiadora que ajudasse alguns indígenas compartilhando com eles algumas fotocópias de que precisavam. A resposta foi demolidora: “que nada, não ajudarei com nada. Esses índios são vagabundos e bêbados. Tem é que mandar matá-los. Eles não servem para nada. Só servem para incomodar a gente”.
1.      Grande parte de nosso povo não conhece a história do Brasil e não sabe que este País foi totalmente habitado por indígenas, que aqui construíam sua cultura e civilização, rica de significados, de línguas e integração com o meio ambiente. Não sabe que o mundo daqui foi invadido pela colonização européia que tentou escravizá-los e destruí-los. Ignora que as conseqüências são ainda catastróficas e demolidoras: milhares de indígenas são jogados nas drogas de todos os tipos, desintegrados de suas culturas, desempregados, suas terras e riquezas roubadas por grupos internacionais e proprietários que os invadem e os matam. O senhor do fato do início desse texto não sabe da realidade ou foi corrompido pelo ódio racial, como muita gente n Brasil.
2.      Discute-se se deve integrar os indígenas em nossa cultura, exterminá-los como o quis Hitler para os judeus, entregá-los à miséria, como ocorreu aos negros alforreados, sem trabalho, cultura e integração, despojados de suas terras e riquezas ou integrá-los construtivamente à civilização. Penso que não adianta negar a existência dos indígenas e sua contribuição à civilização branca e negra nem impossibilitar sua integração. O que falta é um programa orientado pelo governo federal no sentido de integrar as inúmeras culturas indígenas aos bens da cultura nacional, possibilitando abertura dos dois lados para a mútua contribuição e enriquecimento. Os indígenas têm direito aos estudos, desde o jardim de infância aos pós-doutorados, bem como os brancos devem beber nas fontes culturais indígenas, como imensas possibilidades de crescimento. Notadamente a convivência indígena com o meio ambiente tem muito a ensinar ao mundo todo. Porém, essa integração deve ser feita de tal maneira que os indígenas se integrem ao que sobra de saudável na cultura dos brancos, sem perder suas culturas e sem se corromper com as drogas de todos os tipos e malefícios da civilização dos brancos.
Portanto, temos muito a fazer pelos indígenas, menos enxotá-los e discriminá-los como o quis o senhor da fotocopiadora. Sou indígena com muito orgulho e sei das capacidades e potenciais de nossos povos, bilateralmente.
Viva nossos indígenas e viva suas lutas pela integração digna e justa. Viva as mulheres indígenas. Viva as eleições desse ano que deverão marcar avanços em favor de mais humanização e respeito, principalmente porque é chegada a vez das mulheres darem sua imensa contribuição!

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