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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Reflexão da servidão moderna


Nesse 02 de novembro, feriado nacional recebi a ligação de um amigo me indicando um filme, ao assistí-lo perdi  o fôlego, criando em mim uma enorme inquietação e um sentimento de impotencialidade diante da realidade bárbara atual no mundo, desse inimigo invisível e sutil que é o regime capitalista selvagem. O regime capitalista nos tira muitas vezes o exercício de pensarmos e filosofar sobre tudo. Companheiros e companheiras ele não poupa nada e nem a ninguém. Somos todos literalmente subservientes a ele. Nos tornamos máquinas a serviço do capitalismo, trabalhamos como máquinas para comprarmos tudo que ele nos dita, como aparelhos de última geração, como celulares, laptops e tudo o que o regime capitalista nos impõe, roupas de grife, perfumes e tudo o que é dito para que sejamos aceitos nas tribos as quais pertencemos. Os livros são caros e aqui em Goiás onde moro, nem encontramos livros de qualidade para comprarmos nas livrarias. E assim todos nós fazemos parte da servidão moderna. Vivemos a seleção natural da vida. Na seleção do capitalismo cada homem só vale o que têm e se não têm nada, a única coisa que vale é o voto. E se não cuidarmos bem do nosso voto ele só servirá para engordar o regime capitalista e o neoliberalismo. E assim cada vez valemos menos, porque a cada vez que passamos nossos cartões para servir esse regime, uma grande porção vai para os banqueiros, aves de rapina.

 Compramos alimentos nos fast foods e nos restaurantes a quilo, engordamos e depois giramos a roda de volta, vamos em busca de remédios, as chamadas anfetaminas e outros. A medicina a serviço do capitalismo, que mais mata do que cura. As crianças e as adolescentes precisam parecer Lady Gaga e as mulheres maduras, a Madonna, plastificadas, malhadas e siliconadas. Não podemos embranquecer nossos cabelos, nem ter sotaques, nem deixar de usar a última roupa que os estilistas lançaram na última estação. E trabalhamos cada vez mais para servir o sistema, temos menos lazer, lemos menos e nos tornamos escravos do sistema. Para que sermos tão bonitas, como nos tornamos nas últimas décadas. Mulheres de quarenta e cinquenta anos, belas e sem almas, solitárias, mesmos quando estamos acompanhadas, porque consumi-se tudo, até pessoas. Será que vendemos nossa alma para o capitalismo?

No mundo capitalista o amor está em extinção, tudo passa bem rápido. Quem amava alguém o ano passado, esse ano, por algum motivo já não ama mais, as relações também são como os computadores e os celulares, tudo se troca numa velocidade impressionante. Os homens estão cada vez mais cansados, estressados e violentos. Não creio que nasceram assim, se tornaram. Trabalham cada vez mais, os diálogos são nos bares e restaurantes, não tem tempo mais de sentarem com amigos em suas casas, em grupos familiares, porque a família tradicional é algo em extinção. A felicidade é prozaquiana a favor dos laboratórios. Diante do capitalismo quando ele torna o homem impotente sexualmente, o que é natural, já correm atrás do prazer instantâneo, o Viagra, o Ciallis e outros, porque o diálogo com a parceira e o amor compreensivo que substitui a ereção pelo afeto, não há tempo. Tudo tem que ser bem rápido ou muitas vezes correm em uma corrida frenética em busca de novas parceiras mais jovens, sendo que as mesmas são objetos. No mundo capitalista todos nos tornamos mercadoria, estamos a serviço da palavra e da aparência.

A servidão moderna é um livro e um documentário de 52 minutos produzidos de maneira completamente independente; o livro (e o DVD contido) é distribuído gratuitamente em certos lugares alternativos na França e na América Latina. O texto foi escrito na Jamaica em outubro de 2007 e o documentário foi finalizado na Colômbia em maio de 2009. Ele existe nas versões francesa, inglesa e espanhola. O filme foi elaborado a partir de imagens desviadas, essencialmente oriundas de filmes de ficção e de documentários. O documentário foi produzido por Jean-François Brient e Victor León Fuentes.

            O objetivo principal deste filme é de por em dia a condição do escravo moderno dentro do sistema totalitário mercantilista e de evidenciar as formas de mistificação que ocultam esta condição subserviente. Ele foi feito com o único objetivo de atacar de frente a organização dominante do mundo. 

Procurei nesse filme uma forma de fazer revolução, mas melhor dizendo creio que esse não seja o melhor caminho de se fazer revolução. É necessário fazermos uma revolução começando por nós mesmas, começando dentro da nossa casa, dizendo não ao capitalismo, e deixando de sermos subservientes a serviço do capitalismo, nos organizando em nossas comunidades, os estudantes se organizarem em grêmios, movimentos estudantis, bem organizados, baseado no diálogo e no pensar em direção ao outro, como na teoria de Tomás de Aquino: “O que é bom para o outro, é o mesmo que é bom para mim”.

À medida que a opressão se estende por todos os setores da vida, a revolta toma aspecto de uma guerra social. Os motins renascem e anunciam a futura revolução. A destruição da sociedade mercantil totalitária não é um caso de opinião. É uma necessidade absoluta num mundo que já está condenado. Pois o poder está em todos os lados, deve ser por todas as partes e todo o tempo que devemos combatê-lo.

A reinvenção da linguagem, o transtorno permanente da vida cotidiana, a desobediência e a resistência são as palavras mágicas da revolta contra a ordem estabelecida, é preciso reunir as subjetividades em uma frente comum. É na continuidade de todas as forças revolucionárias que devemos trabalhar. Isso só se pode conseguir quando temos consciência de nossos fracassos passados: nem o reformismo estéril, nem a burocracia totalitária não podem ser uma solução para nossa insatisfação.

Trata-se de inventar novas formas de organização e de luta. A autogestão nas empresas e a democracia direta na escala comunal, constituem as bases desta nova organização que deve ser anti-hierárquica, tanto na forma quanto no conteúdo.

O poder não é para ser conquistado, ele deve ser destruído.
(Reflexões sobre o filme)


Há riquezas que não são vistas pelo olhar do capitalismo. Homens e mulheres que dedicam suas vidas a promover educação, cultura e a paz no mundo. A mídia monopolizada, o regime capitalista e os neoliberalistas não tem nenhum interesse em colocar essas pessoas nas capas de revistas. Elas são anônimas, vivem ilhadas em pequenos grupos, alguns até isolados, entristecidos, diante da triste consciência e da realidade daqueles que se atrevem a pensar. Incompreendidos do mundo capitalista.

Jucilene Pereira Barros, dedicarei a minha vida, diante de minha pequenez desse mundo, engolido por um sistema inalcançável, que é o capitalismo e o neoliberalismo, a homenagear homens e mulheres anônimos, maravilhosos, que sabem o quanto eu os admiro por dedicarem suas vidas a promoverem o bem e revolucionarem o mundo. Os anônimos e os conhecidos. Amo a história de meus pais, meus primeiros heróis, e Che Guevara, Marx, Lenin e Muammar Kadafih, o meu revolucionário preferido, porque faz parte do meu tempo. Uma das coisas mais tristes e bárbaras que vi em minha vida foi à morte do meu revolucionário da África. Os meus companheiros de ideologia partidária, homens e mulheres aguerridos. Meu amigo que indicou o filme e tantos outros, um promotor de educação e cultura, que veio da cidade de Montes Claros, Minas Gerais para Goiânia.

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