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domingo, 20 de novembro de 2011

A Cara do Demônio do Império: OTAN



A queda e assassinato de Osama Bin Laden no Paquistão, noticiada em 02 de maio de 2011; a queda e assassinato de Muamar Kadafih na Líbia, noticiada em 20 de outubro deste mesmo ano, e recente queda e assassinato do Cmte das FARC-EP, Alfonso Cano, na Colômbia, parecem episódios desconexos, em pontos distintos do globo terrestre: Ásia Menor, Norte da África e América Central.

Entretanto, são processos que se relacionam não tão somente por uma realidade objetiva comum, de crise do capital e luta de classes, da qual se desdobram e notabilizam o ano de 2011 como um período de grande reação e avanço da contrarrevolução mundial do imperialismo. Na verdade, a análise destes episódios, além de permitir identificá-los como parte da estratégia geral das oligarquias financeiras para superar a crise orgânica do capital, também permite detectar as tendências que necessariamente se desdobram do processo como um todo, possibilitando as forças revolucionárias no mundo definirem sua ação dentro de tais condicionantes.

A luta das Farc noticiada pela mídia monopolizada, induzido aos leitores dos jornais e revistas dos monopólios, passam a idéia de que os guerrilheiros são traficantes, para confundir e alienar o povo. Escutamos da oligarquia colombiana e de seus generais o anúncio oficial da morte do Camarada e Comandante Alfonso Cano. Ressoam ainda suas alegres gargalhadas e seus brindes de entusiasmo. Todas as vozes do Stablishment coincidem em que isso significa o fim da luta guerrilheira na Colômbia.

A única realidade simbolizada pela queda em combate do camarada Alfonso Cano é a imortal resistência do povo colombiano, que prefere morrer a viver de joelhos mendigando. A história das lutas deste povo está repleta de mártires, de mulheres e de homens que jamais deram seu braço a torcer na busca pela igualdade e pela justiça.

Não será esta a primeira vez que os oprimidos e explorados da Colômbia choram um de seus grandes dirigentes. Nem tampouco a primeira vez em que o substituirão, com coragem e a convicção absoluta na vitória. A paz na Colômbia não nascerá de nenhuma desmobilização guerrilheira, mas da abolição definitiva das causas que geraram o alçamento. Há uma política traçada e é aquela à qual se dará continuidade.

Morreu o Camarada e Comandante Alfonso Cano. Caiu o mais fervoroso convicto da necessidade da solução política e da paz.

Viva a memória do comandante Alfonso Cano! E viva também a memória de tantos homens e mulheres que preferiram morrer, do que darem seu braço a torcer ao império, pois sabemos que a vida sem liberdade não é nada. É melhor morrer do que ser prisioneiro do império.

 É triste observar quantos homens e mulheres vivem presos em pseudoliberdades, participando de pequenos grupos imperialistas, sendo manipulados pelo império, sem nem se darem conta. Essa é a pior prisão que um homem e uma mulher, podem viver. 

Ontem dia 19 de novembro, os imperialistas continuaram suas barbáries, capturaram Saif al-Islam , filho de Muammar Kadafih. Al-Ajmi al-Atiri, chefe da brigada de Zenten que deteve Saif, disse em entrevista coletiva que o filho de Kadafih pediu para ser morto no momento em que foi capturado.
 
Camarada Saif al-Islam, filho de Kadafih, o grande revolucionário da Líbia. É melhor morrer na trincheira, do que se acovardar e dar o braço a torcer para esses imperialistas, aves de rapina. Estou contigo camarada! Enquanto houver petróleo e riquezas naturais e não houver uma grande revolução no mundo, esses imperialistas matarão homens, mulheres e crianças, com suas guerras imorais.

Eu Jucilene Pereira Barros, estou triste nesse ano de 2011. Tenho a sensação que somos todos personagens, e que o mundo é um filme como Coração Valente. Mas coração valente é o coração de homens como nosso camarada Alfonso Cano, coração valente é o do nosso camarada Che, coração valente do nosso camarada Kadafih, coração valente de Fidel Castro, que resistiu e resiste o embargo feito pelos americanos.

Até pouco tempo havia um velho outdoor na entrada de Havana, que Fidel Castro mandou fazer, quando o Papa João Paulo II visitou Cuba, um outdoor de boas vindas. E havia uma frase escrita “em todo o mundo nesse momento tem milhões de crianças nas ruas, dormindo nas ruas e sem escolas, com fome e com frio, mas aqui em Cuba nós não temos nenhuma criança nas ruas”. Sempre me lembro desse velho outdoor quando passo nas ruas da minha cidade, Goiânia, uma das cidades mais clean do Brasil, que esconde a dura realidade de crianças sem escolas, morando nas ruas, perdidas no mundo do crack. Infância perdida.

Quero crianças em escolas de qualidade, mulheres e homens com dignidade.

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