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domingo, 30 de outubro de 2011


Nesse espaço nem sempre consigo expressar tudo o que é importante. Não que a importância dele seja pequena, pelo contrário, ele reflete a melhor parte de mim. Muitas das ideias expressas aqui são pulsantes em minha vida.
Apesar disso, escrevo minimamente e dou prioridade a outros instantes. Nos momentos de reflexão, percebo que pouco desses pensamentos são apresentados em palavras no dia a dia – talvez, pela velocidade do existir e pela automatização do cotidiano, não exista espaço para esse tipo de raciocínio. De qualquer forma, são nos atos e em pequenos fragmentos da fala que os encontro.
Sinto falta não apenas de escrever aqui. Os comentários fazem parte do rol engrandecedor deste espaço. São neles que acho, muitas vezes, a amplificação do meu olhar. Eles representam a ressignificação vívica do eu. Local onde as ideias paralelas ganham forma de espiral. No somatório dessas representações, é aqui que desacelero os meus pensamentos e os complexifico em palavras.

Os mitos que matam


 O retrocesso na Líbia: O novo governo será a sharia.
Sharia significa “caminho para respeitar a lei de Deus”, mas sem respeito pelos valores dos indivíduos.
Assim, o anúncio de Jalil durante as celebrações de Bengasi depois da morte de Kaddafi, provocou uma onda de inquietude no mundo ocidental. Pelo menos no meu mundo e daqueles que fizeram a leitura correta do governo Muammar Kadafih. Não era a primeira vez que o chefe do conselho de transição clarificava o assunto:
“- Nós, como nação muçulmana, consideramos a sharia como principal fonte de lei” declarou Mustafa Abdul-Jalil.

A partir de agora o que vai determinar o futuro do país vai ser a nova interpretação da sharia. Porque a maior parte dos países muçulmanos consideram-na a fonte principal de direito. Alguns aplicam-na de forma radical, como os países do Golfo, Irão, Afeganistão, Paquistão, Arábia Saudita e alguns países africanos. E como já foi aplicada antes do governo Muammar Kadafih na Líbia. 

A dúvida agora é saber se a Líbia vai escolher a via do progresso e a evolução da sociedade, ou inclinar-se-á por uma via mais arcaica?  O principal perigo será para as mulheres, já que a eleição de uma sharia mais moderada ou uma aplicação radical determina se perdem ou não os direitos conquistados. Durante o governo Kadafih foram conquistados vários direitos para as mulheres e trabalhadores.

Na Líbia de Kadafih não havia ladrões e nem prostitutas como na época da colonização italiana. Como em toda colonização imperialista a primeira atitude é prostituir as mulheres, execrar os homens e tirar o direito das crianças de serem crianças, ou melhor dizendo usurparem suas culturas. Os demônios do império. As crianças da Líbia durante o regime de Muammar Kadafih eram crianças alegres, frequentando escolas de qualidade, com direito a saúde e ao lazer. As crianças e os jovens eram saudáveis e alegres. Os velhos eram esguios e saudáveis.

As adolescentes eram jovens felizes e usavam roupas como as mulheres do Ocidente, e algumas mulheres usavam roupas tradicionais, por escolha, não por imposição. As mulheres foram livres durante o governo de Muammar Kadafih. Foi aprovada a lei do divórcio e afirmada à monogamia.

Bem, essa era a Líbia que pouca gente conhecia e a mídia ocidental não fazia nenhuma questão de mostrá-la. Como o mundo ocidental poderia mostrar a Líbia, explicar que o velho coronel havia dividido a riqueza com a população do país, que não queria ver ninguém sem teto, com fome, sem educação e sem muitas outras coisas mais que dignificam o individuo.

Na Líbia de Kadafih os diálogos como socialismo e comunismo eram passatempos preferidos. Sabia que na Líbia de Kadafih cada pessoa lia mais de trinta livros por ano? Quantos livros você leu esse ano?

Estamos nos preocupando com algo que nos afeta financeiramente e em todas as áreas da nossa vida: o capitalismo, o neoliberalismo e o imperialismo. E é necessário que nos preocupemos, mas é necessário que urgentemente nos organizemos contra esses monstros invisíveis que matou Muammar Kadafih e que mata milhões de pessoas todos os dias, sem que ninguém nem saiba o motivo de suas mortes, de estresses engolidos por esse câncer social. Esse sistema até para mim mesma que não tenho muitas crenças, vejo como um carma ou um pecado, e que só poderemos enxergar a partir de um olhar fora da ditadura da revista Veja, do sistema Globo de televisão e as noticias e discussões vazias e alienadoras. Mas nada com o qual já não estejamos acostumados, visto que pagamos impostos para tudo e não recebemos nada em troca (nem educação, nem saúde, nem estradas, nem polícia, nem…). Convivemos pacificamente com polícia que é bandida, com grupos de extermínio, velhos, bispos, padres, freiras e jovens sendo perseguidos, mulheres, idosos e crianças sendo violentados, jornalistas que não fazem parte da mídia monopolizada sendo intimidados.

Você sabia que se você for (como eu fui), com uma mulher a uma delegacia para pedir para ajudar com um familiar que se tornou agressivo e ameaçador pelo uso do crack, o policial te dirá que infelizmente só pode fazer a ocorrência a não ser que ele tenha te batido, matado ou estuprado. A delegacia do idoso e da mulher muitas vezes é uma farsa, não tem o número suficiente de policiais preparados para atender as ocorrências. E alguns fazem parte do sistema da polícia que é treinada para ser violenta e não inteligente. Aprendemos a conviver passivamente com as privatizações do nosso patrimônio público, com as notícias mascaradas que os jornais monopolizados mostram de escolas lindas e crianças felizes, que só existem na cabeça do governo e do secretário de educação e de todo sistema coronelista. Quando assisto essas noticias ou leio, sempre me pergunto em que pais eles moram. Falta saúde, falta justiça, falta educação. Esse é o Estado em que moro, e sobra barbárie.

Para a maior parte dos ocidentais a imagem da sharia corresponde a lapidações e outras execuções com tortura, à total violação dos direitos humanos.

Falando da minha casa, há Kadafhis na Líbia, Iris Resende em Goiás. Na última eleição e em algumas outras os factoides foram usados, estigmatizando o ex-governador de Goiás Iris Resende Machado, de uma espécie de carrasco do funcionário público. Baseado no fato de que Iris Resende enxugou a CELG no seu governo anterior e outros setores públicos, do numero excessivo de cabides de emprego e salários exorbitantes. O começo do fracasso da CELG em Goiás. E essa história foi dita e redita, e como diz o ditado popular: Uma mentira contada muitas vezes passa a ser verdade. Iris Resende em Goiás foi uma espécie de Kadafih, fez mutirões para construir casas para o povo, construiu praças, plantou árvores, asfaltou ruas. Como ministro da agricultura levou o estado de Goiás ao desenvolvimento agrícola. Em seu último mandato como prefeito de Goiânia trabalhou cada dia, ao se afastar do governo para concorrer às últimas eleições para o governo do Estado deixou seu antecessor o Prefeito petista Paulo Garcia, que tem feito um trabalho magnífico em valorização da mulher, como assinar o documento libertador criando uma Secretaria da Mulher em Goiás, que tem a frente da assessoria Tereza Cristina, uma mulher que luta bravamente pelo empoderamento e libertação da mulher. Tem feito um excelente trabalho na Secretaria de Igualdade Racial com o secretário Jose Eduardo a frente da secretaria. Infelizmente não podemos dizer o mesmo da administração estadual.

Iris Resende Machado não perdeu a eleição para esse governo atual, perdeu para a campanha milionária e mentirosa do governo atual. Esse é o pecado de Iris Resende Machado.  E qual foi o erro de Kadafi na Líbia? Eu não tenho a menor dúvida. Foi acreditar nos euro-estadunidenses e desistir de sua bomba atômica.  Lamentavelmente esqueceu a Bomba Atômica. E pagou por isso.

E aqui em Goiás o povo é quem paga, o Estado esta sucateado, não há mais esperanças para a CELG. Você quer ir visitar as escolas estaduais para ver como trabalham os professores e que escolas formam as nossas crianças, o futuro do pais, será que formam ou elas se evadem em busca de prazeres como o crack? Falta modelo e sobra descaso. Eu os convido e vocês verão que vergonha. O contraste das escolas estaduais e os prédios e condomínios imponentes que o regime capitalista constrói e o governo mascara a realidade. Você sabia que em Goiás há dois tipos de sociedade de mulheres: As mulheres que vivem no luxo, com seus cabelos escovados, felicidades prozaquianas, alienadas que moram em condomínios fechados, a classe dominante, pisando encima da cabeça da classe dominada, e as mulheres anônimas que não tem uma escola ou creches de qualidade para deixarem seus filhos para irem trabalhar, que passam parte do dia pisadas e amassadas dentro dos ônibus. Esse é o governo da sharia em Goiás ,encima de homens, mulheres e crianças que perdemos todos os dias para o crack.

E abaixo a Ditadura, ao neoliberalismo vergonhoso em Goiás. Meu lindo e promissor estado de Goiás, de mulheres guerreiras e homens trabalhadores. Queremos dignidade e soberania nacional para nosso Brasil.
Eu Jucilene Pereira Barros que amo homens revolucionários e corajosos como Che Guevara, Salvador Allende, Evo Morales, Hugo Chaves, Muammar Kadafih, Fidel Castro,Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Getulio Vargas e meu querido e eterno presidente Lula, que não se rebaixam as esses bárbaros, demônios do império e nem a esses neoliberalistas vergonhosos.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Basta de ditadura! Onde estão nossos mártires?!




A Guerrilha do Araguaia foi um movimento guerrilheiro existente na região amazônica brasileira, ao longo do rio Araguaia, entre fins da década de 60 e a primeira metade da década de 70. Criada pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B), uma dissidência armada do Partido Comunista Brasileiro (PCB), tinha como objetivo fomentar uma revolução socialista, a ser iniciada no campo, baseado nas experiências vitoriosas da Revolução Cubana e da Revolução Chinesa.

Estima-se que o movimento, que pretendia derrubar o governo militar, fomentando um levante da população, primeiro rural e depois urbana, e instalar um governo socialista no Brasil, era composto por cerca de oitenta guerrilheiros, sendo que, destes, menos de vinte sobreviveram, entre eles, o ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), José Genoíno, que foi detido pelo Exército em 1972, ainda na primeira fase das operações militares. A grande maioria dos combatentes, formada principalmente por ex-estudantes universitários e profissionais liberais, foi morta em combate na selva ou executada após sua prisão pelos militares, durante as operações finais, em 1973 e 1974. Mais de cinquenta deles são considerados ainda hoje como desaparecidos políticos.

Agora que o Brasil abre a história de chumbo para a população as famílias que perderam seus filhos, pais, maridos, esposas e mães na Guerrilha do Araguaia mais uma vez perguntamos: onde estão nossos mortos? Vivemos hoje em um pais democrático, essa sonhada democracia custou a vida de muitos jovens. O país tem uma divida conosco: os corpos dos desaparecidos na Guerrilha do Araguaia e em outros locais, como as prisões. O que todos nós queremos saber é o que será feito. Já se passaram muitos anos, documentos foram queimados, os coronéis que executaram os guerrilheiros, alguns ainda estão vivos. E ainda temos que suportar ditadores como Jair Bolsonaro defendendo esses bárbaros!

É hora dos brasileiros que de alguma forma foram atingidos por esse momento de vergonha do pais, que nos unamos em busca de respostas. Não podemos fechar os olhos  e esquecermos essa história que ainda não pode nem ser chamada de história, pois a maioria dos sobreviventes estão vivos. Qualquer tipo de ditadura adoece o indivíduo intrinsecamente e mais uma vez as famílias se perguntam sem respostas: Cadê nossos mortos e a punição dos coronéis que cometeram essas barbaridades? Alguns vivem com aposentadorias gordas, pagas pelo dinheiro daqueles que sofreram de suas próprias mãos o chicote da ditadura. E não me importo se eles estão velhos, porque os canalhas também envelhecem. O que sei é que não podemos mais uma vez deixar a história ser contada por aqueles que querem esconder os fatos. Essa vergonha foi ontem. Desconhecida do restante do país à época em que ocorreu, protegida por uma cortina de silêncio e censura a que o movimento e as operações militares contra ela foram submetidos, os detalhes sobre a guerrilha só começaram a aparecer cerca de vinte anos após sua extinção pelas Forças Armadas, já no período de redemocratização.

Essa guerrilha determinou a solidão isolada de muitas mães, mulheres que vivem no esquecimento, em regiões extremas do Brasil, outras não, e que nos seus devaneios de negar a sua própria dor ainda esperam seus filhos de volta. Mas sabemos que isso não é verdade, jamais voltarão. A história da minha vida aos 7 anos de idade foi determinada pela execução do comando do Coronel Curiolano, executou meus pais e seus companheiros. Perdi a minha inocência e hoje na vida adulta tento me construir como mulher brasileira em outras trincheiras. Contando e recontando essa história, negando a ditadura quantas vezes for preciso, dizendo não às barbáries, contra os impérios e aqui no meu Estado, que é extensão da trincheira em que perdi meus pais. Guardo em mim o legado que eles me deixaram:  sempre dizer não àquilo que não é nosso, dizer não as truculentas ditaduras de cara nova, chamada “Tempo Novo”, aqui em Goiás. Queremos policia inteligente para nosso Estado, educação pública da pré-escola à universidade, saúde para nossas mulheres da juventude a velhice e dizer não ao governo atual que vergonhosamente é um protótipo de coronel truculento que não aceita criticas e tem sua guarda e seus chicotes para aqueles que dizem não. É uma vergonha o programa que é exibido pelo alienado Paulo Beringhs, parecem os programadas de rádio exibidos na época da ditadura militar. Que vergonha para os jornalistas sérios deste país. Compara-se aos bárbaros da época do regime militar, violentos e truculentos e lobos em pele de cordeiro.

Não podemos admitir a morte de tantos jovens em prol da ditadura. Quantos homens e mulheres foram violentados, apanhados? Vamos fazer valer a morte do nosso povo e dizer não a essa vergonha que vivemos aqui em Goiás com esses neoliberais “atucanados” e “demos”.

Eu quero dizer cadê os meus mortos e não a toda essa vergonha que estamos vivendo aqui nesse estado bonito e promissor. Quero soberania plena ao meu pais!

Jucilene Pereira Barros.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011



Eu estou triste com a morte de Muammar Kadhafi. O revolucionário líbio foi capturado e morto nesta quinta-feira (20). Eu classifico a morte como um "assassinato" e afirmo que estou "totalmente indignada" com as comemorações pelo mundo.
"Essa alegria, esse salto manifesta muito bem a maldade daqueles que derrubaram o Kadhafi. Você poderia até divergir. Mas comemorar não é ato cristão nem de nenhuma religião". É um ato de barbárie 

Jucilene Pereira Barros

Fragmentos de mim


Eu não sei como cheguei e nem para onde vou.
Para mim o sentido da vida não é intrínseco, estamos sempre inventando distrações.
Mantemos sempre um tom tolerante diante da vida.
Às vezes eu queria um abandono de consciência e descansar na existência de alguém.
Sempre tive medo de me achar louco até decidir experimentar a loucura, desequilibrei a corda bamba e descobri que ninguém é feliz o tempo todo, a vida, não é linear.
 Tenho tido conversas comigo, deixo-me tocar agasalhando minha vida de bons pensamentos.
Eu pude ver a minha vida mudar de ritmo, festejei cada novo passo, fiquei ansioso, mas entendi que, não adiantaria nada pular aprendizados.
Eu preciso é de poesia para fazer de mim um poeta, preciso de sol e de chuva.
Não vou mais anestesiar minha alegria, saio mais uma vez inteiro- nada ficou fragmentado.
Sigo um novo caminho, às vezes ainda ofego, mas aqui no fundo, eu sempre soube que não nasci para sentir pouco.
Mesmo no silêncio, farei de mim plural num salmo intuitivo- mesmo, que composto por sobras.
Pergunto a vida que idade tem meu nome?
Em que tempo finda esse desencontro do tempo onde nossas palavras se tocam?
Eu já sei que sou a voz do silêncio, sou a prova da vida incessantemente consertada.
É isso...

Jucilene Pereira Barros

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