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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Primeira juíza negra exige muito mais para os pobres e negros




Neta de avô escravo, filha de Santo, e primeira mulher negra a entrar para a magistratura no Brasil, Luislinda Valois, 68, quer ver mais “pretos, pobres e periféricos” governando o país. A magistrada baiana, que se formou em Direito aos 39 anos, com crédito educativo, fala ao Boletim Gênero, Raça e Etnia sobre racismo, superação, cotas, Justiça e o papel de organizações internacionais, como a ONU, na promoção da equidade.

Nomeada desembargadora substituta do Tribunal Superior de Justiça da Bahia (TJ/BA) em agosto, Luislinda recebeu o Prêmio Cláudia no mês passado, por sua luta e conquistas no combate à discriminação racial. É autora de “O Negro no Século XX” e tem dois outros livros a caminho.

Racismo na Escola – “Não é fácil ser negra e pobre nessa terra”, diz Luislinda, filha de Iansã, orixá guerreira. “Quando nasci, morávamos em um casebre de palha. Só com muita luta meus pais conseguiram construir uma casa de taipa. Para estudar, eu catei marisco, tomei conta de criança, lavei muita roupa.”

Aos nove anos, o professor de Luislinda mandou os alunos levarem réguas e compassos de plástico para a aula, no Colégio Duque de Caxias, na Liberdade, bairro negro de Salvador. O pai, motorneiro de bonde, só conseguiu comprar material de madeira. O professor disparou, na frente de toda a turma: “Menina, se seus pais não podem comprar material para você estudar, saia daqui. Vá aprender a fazer feijoada na casa de uma branca que você vai ser mais feliz”.

“Eu saí da sala correndo, chorei, chorei”, conta a magistrada, voz embargada ao lembrar humilhação, há quase 60 anos. Depois se recompôs e voltou para a aula, com a resposta na ponta da língua: “Professor, eu não vou aprender a fazer feijoada não. Vou estudar para ser juíza e, quando crescer, vou te prender”.

Luislinda formou-se em Direito aos 39 anos e, em 1984, cumpriu a promessa de se tornar juíza. Voltou ao colégio Duque de Caxias, mas não para prender o professor racista. Entre 2002 e 2003, a magistrada freqüentou colégios da capital baiana com o “Projeto Inclua no Trabalho e na Educação e Exclua da Prisão”.

“Dizem que sou a primeira juíza negra do Brasil. Não sei bem se isso é verdade, o importante não é ser a primeira ou a décima. O importante é a bandeira que eu carrego”, diz Luislinda, quem em agosto foi nomeada desembargadora substituta do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

Justiça para tod@s – Luislinda Valois se tornou conhecida no meio jurídico brasileiro em 1993, por sua sentença condenatória a rede de supermercados, pelo crime de racismo. Os seguranças haviam acusado injustamente de furto uma cliente negra.

“Pode publicar o nome dela, é uma mulher honesta, de uma coragem impressionante, e gosta que saibam o que aconteceu”, diz Luislinda. Aila Maria de Jesus, franzina, negra, trabalhadora doméstica, foi acusada de furtar um frango e um sabonete. Cercada pelos seguranças do supermercado, ela se recusou a abrir a bolsa sem a presença da polícia. Revelada a injustiça, Aila recorreu aos tribunais.

“O acesso à Justiça é um direito fundamental”, afirma Luislinda, destacando o papel de organismos internacionais, e principalmente da ONU, “que foi e ainda é fundamental para promover os Direitos Humanos no Brasil”.

A desembargadora vê avanços no respeito à cultura e religiões afro-brasileiras. “Tenho uma boa relação de trabalho com a Igreja Católica, Igrejas Evangélicas, inclusive com pessoas da Igreja Universal [que já teve líderes acusados de intolerância religiosa]. Agora mesmo fui convidada para ser paraninfa da turma de Direito da Faculdade Batista Brasileira e aceitei, com muito orgulho. O Brasil é uma país laico, e respeito é fundamental”, diz a magistrada.

Nem sempre foi assim. O candomblé era perseguido até o início do século XX, e Luislinda ainda se lembra quando, menina, acompanhava as idas e vindas da tia para conseguir autorização para o funcionamento de um terreiro no bairro de Pirajá, em Salvador.

Para a desembargadora, a tipificação do crime de racismo e a entrada em vigor do Estatuto da Igualdade Raciail são sinais de progresso da Justiça brasileira, mas a exclusão, sobretudo econômica, permanece.

Cotas – “É preciso dar oportunidades a quem nunca teve”, diz a magistrada, favorável às cotas para o ingresso em universidades públicas. “Precisamos de mais profissionais negros qualificados. Quero mostrar ao meu povo negro que nós, pretos, pobres e periféricos, também podemos ocupar os postos mais altos do país.”

Luislinda conta que a agressão do professor racista, na escola primária, não foi a única. “Mesmo na faculdade, passei por muito achincalhamento por ser negra e pobre”, diz Luislinda, que cursou Filosofia e Teatro, antes de entrar na Faculdade Católica do Salvador (UCSAL), com crédito educativo. O depoimento de Luislinda sobre sua história foi exibido na novela “Páginas da Vida”, da rede globo.

A discriminação não cessou após a formatura. “Quando passei no concurso nacional da procuradoria do DNER (antigo Departamento Nacional de Estradas e Rodagens), em primeiro lugar, fui ‘convidada’ a ceder a vaga em Salvador, minha cidade. Curitiba me acolheu”, conta.

Família – A tristeza passa ao falar sobre a família. Luislinda não esconde o orgulho ao falar do único filho, promotor de Justiça em Sergipe, e dos irmãos, que seguiram seu conselho e seu exemplo nos estudos. “Quanto eu tinha 14 anos, minha mãe morreu. Criei meus três irmãos menores, todos honestos e trabalhadores”, diz Luislinda.

A magistrada se emociona ao lembrar-se do fascínio do pai, já idoso, diante da primeira casa de bloco da família, conquistada quando ela e o segundo irmão já tinham empregos com carteira assinada: “Meus filhos, acabou a miséria nessa casa!”.

Fonte: GÊNERO, RAÇA E ETNIA/ENTREVISTAS

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Mulheres riem mais do que homens


Estudo comprova que apesar de serem eles os que contam mais piadas, elas têm mais facilidade para cair na risada






O homem conta mais piadas e faz mais brincadeiras, mas é a mulher que ri mais.

Isso mostra as diferentes estratégias cerebrais de cada gênero para processar as situações absurdas que desencadeiam o riso.

Rir reduz 40% os infartos e aumenta 4,5 anos a média de vida.

Assim diz um vídeo de divulgação chamado "Cérebro feliz: o riso e o sentido do humor", apresentado em Madri pela Bioquímica da Universidade de Navarra Natalia López Moratalla. O estudo apresenta como o cérebro processa as situações absurdas e qual é o processo que se desencadeia cerebralmente desde que se conta uma brincadeira até que as pessoas riam.

Fonte: Último Segundo

Mãe que atirou bebê sobre muro diz estar arrependida. Recém-nascido foi encontrado dentro de saco plástico em Belém, no Pará

A maranhense Elinalra Nascimento dos Santos, que na noite da véspera do Natal atirou no quintal do vizinho, por cima de um muro de dois metros de altura, o filho que acabara de nascer, será indiciada em inquérito policial por abandono de incapaz, lesão corporal e tentativa de homicídio. A mãe afirmou estar arrependida da crueldade contra o filho.

Ela está internada na Santa Casa de Misericórdia do Pará, onde também se encontra o bebê, e passa por acompanhamento psicológico.

O bebê, um menino, apresenta escoriações pelo corpo e na cabeça. Ele deixou ontem da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido para a Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) da Santa Casa de Misericórdia do Pará. Os médicos do hospital informaram que o estado de saúde da criança é estável. Ela deve ficar em observação nos próximos treze dias, tomando antibióticos.

Foi um vizinho de Elinalra quem ouviu o choro do menino por volta das 8h30 da manhã de sábado. Ele acionou o Serviço Móvel de Urgência e Emergência (Samu), que levou a criança para o hospital. O conselheiro tutelar Abner Lopes disse que o menino ficará sob a proteção do Estado, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

"Depois que ele receber todos os cuidados de saúde é que vamos ver a possibilidade de retorno para a mãe, ou para a família, ou mesmo para adoção por outra família. É o Juizado da Infância quem vai decidir isso", explicou Lopes.

Elinalra contou às assistentes sociais da Santa Casa que temia ser rejeitada pela mãe, que mora no Maranhão, porque havia sido advertida para não engravidar em Belém, para onde veio trabalhar como babá na casa da filha de uma tia. Para evitar problemas, escondeu a gravidez até a hora do parto.

"Esperei que todos saíssem de casa e fiz o próprio parto. Cortei o cordão umbilical e em seguida embrulhei o bebê em um saco plástico e o joguei por cima do muro. Não queria ficar com ele, mas agora é o que mais desejo", disse. O delegado Glauco Nascimento afirmou que não descarta a possibilidade de pedir a prisão da mãe. "Foi um gesto de extrema crueldade", disse. 

Fonte: Último Segundo

Mulheres que fizeram história serão homenageadas


Encarregada pela organização das atividades culturais da posse da presidente eleita, Dilma Rousseff, a Fundação Cultural Palmares preparou uma festa em que as homenageadas serão as mulheres brasileiras. As cantoras Elba Ramalho, Zélia Duncan, Gabi Amarantos, Fernanda Takai e Mart’nália vão ser as responsáveis por comandar o evento na Praça dos Três Poderes, em frente ao Congresso, onde Dilma será empossada na condição de primeira mulher à frente do Executivo.

Um grande palco, chamado “Centro-Oeste”, vai ser erguido para receber as cinco cantoras, que serão as principais atrações da noite da posse, no dia 1º. O show Cinco ritmos do Brasil está previsto para começar às 18h30, depois da transmissão do cargo e do discurso que Dilma fará ao povo, no parlatório do Palácio do Planalto.


Quem chegar à Esplanada pela manhã poderá curtir uma extensa programação cultural, que inclui apresentações de bandas regionais, a partir das 10h. Quatro tendas serão erguidas no gramado central da Esplanada, acima do Congresso, e cada uma representará uma região do país: a Tenda 1 vai ser comandada por quatro bandas do Norte; na Tenda 2, músicas típicas do Sul; na Tenda 3, do Sudeste; e na Tenda 4, do Nordeste.

As apresentações vão ocorrer até as 14h, quando a programação cultural será interrompida para que o público, estimado em até 70 mil pessoas, assista à posse. A Presidência da República informou que vai erguer telões ao longo da Esplanada e da Praça dos Três Poderes para que as milhares de pessoas possam acompanhar todos os passos previstos, desde a posse no plenário da Câmara até a transmissão da faixa presidencial.

De acordo com o coordenador de produção da festa, André Luiz Mendes, a programação voltada para a mulher é uma forma de enaltecer o fato de o Brasil estar dando posse à primeira presidente mulher. O Arena Brasil, como foi batizado o evento, não terá apenas apresentações musicais. Segundo Mendes, artesãos irão expor seus trabalhos, atores encenarão cenas de teatro de rua e haverá programação infantil.

Painéis

A organização também preparou uma homenagem a 36 figuras femininas que marcaram a história do Brasil. Serão erguidos painéis com a foto das homenageadas e um breve resumo de suas biografias. Entre as heroínas estão Anita Garibaldi, Chica da Silva, Maria Lenk, Irmã Dulce e Zilda Arns.

A estrutura para a festa, estimada em R$ 1,5 milhão, começará a ser montada na terça-feira. Hoje, será realizado na Esplanada o último ensaio. Homens e mulheres das Forças Armadas e policiais irão participar do treinamento, no qual todo o percurso que Dilma fará em 1º de janeiro será simulado. A comitiva presidencial percorrerá 2km. Depois de uma missa ecumênica na Catedral, Dilma seguirá em um Rolls Royce até o Congresso, onde será empossada. De lá, a presidente irá ao Palácio do Planalto, onde as solenidades serão encerradas.

Tenda dos lenços

O PT pretende montar seis tendas na Esplanada para saudar a população que irá prestigiar a posse. A ideia do partido é distribuir cerca de 50 mil lenços com referência à petista, além de água. “A expectativa é de que 50 mil pessoas participem da festa. Receberemos pessoas de todo o Brasil. Os diretórios regionais estão organizando a ida dos militantes até a capital para participar da festa”, afirma Jorge Coelho, secretário nacional de mobilização do PT. Quem preferir usar camisas, broches ou até levar bandeiras do PT em 1º de janeiro, poderá ir à loja do partido, no Setor Comercial Sul, comprar os itens por preços entre R$ 3 e R$ 10.

Na Esplanada, os populares verão a presidente por volta das 14h, quando ela embarcar no Rolls Royce presidencial da Catedral rumo ao Congresso. O trecho tem pouco mais de um quilômetro. Depois das solenidades, Dilma e o vice eleito, Michel Temer, serão saudados por 21 tiros de canhão na área externa do parlamento, onde novamente os civis poderão assistir. Por fim, Dilma seguirá em carro aberto, desta vez ao Palácio do Planalto, onde fará o pronunciamento à nação no parlatório, em frente à Praça dos Três Poderes.

Último ensaio

A equipe responsável pelo planejamento de posse realizou neste domingo (26) a última simulação da cerimônia. Homens e mulheres das Forças Armadas e policiais participam do treinamento, no qual todo o percurso que Dilma fará em 1º de janeiro foi simulado.

A última simulação para a posse foi feita no última dia 19. Na ocasião, a diretora da secretaria de Relações Públicas do Senado, Juliana Rebelo, foi escolhida na hora para fazer o papel da presidente eleita.

Presença de autoridades


O chefe do cerimonial da posse de Dilma Rousseff , embaixador George Prata, afirmou que até o momento 30 autoridades internacionais, sendo 12 chefes de Estado, estão confirmados para a cerimônia de posse.

"Estão confirmados os chefes de Estado da Bolívia, Venezuela, Colômbia, do Peru, Uruguai, Paraguai, Suriname e Chile. A delegação da Argentina ainda não confirmou. Também devem vir o primeiro ministro da Coreia do Sul, o príncipe das Astúrias e a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton", disse.

Depois da cerimônia de posse, Dilma recepcionará chefes de Estado, ministros e outras autoridades em um coquetel no Itamaraty. A previsão é que o evento termine às 21h.

Fonte: Correio Braziliense

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Dilma promete repetir encontros anuais com catadores e garante políticas de financiamento


São Paulo – Os encontros da população de rua e dos catadores de materiais recicláveis com a presidenta eleita, Dilma Rousseff, estão garantidos pelos próximos anos. O compromisso foi feito por ela durante a comemoração do Natal dos catadores e moradores de rua, na capital paulista, nesta quinta-feira (23). Desde que assumiu, em 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontra-se com esse público no dia 23 de dezembro de cada ano.

Mostrando-se à vontade, Dilma chegou a cantar durante uma das apresentações culturais que antecederam os discursos de lideranças e autoridades. A canção foi um samba, composto especialmente para o evento. Durante os pronunciamentos de moradores de rua, ela chegou a se emocionar pelo menos três vezes.

“É época de Natal e temos de fazer duas coisas: a primeira é olhar o mundo e pensar o que fizemos nesse período para transformá-lo e o que devemos fazer para continuar essa transformação”, sugeriu. Em seu discurso, Dilma prometeu ações para tornar os catadores em cidadãos e fazer da "profissão de catador será um instrumento de trabalho". Ela assegurou ainda uma política permanente de financiamento bancário, para equiparar catadores a outras profissões. "Uma política permanente de financiamento, apoio, assistência, integração aos serviços de educação e saúde", afirmou.

"Não descansarei enquanto não conseguir dar as melhores condições possíveis para que esse processo avance e os catadores, cada vez mais, saiam do lixão, organizem cooperativas, tenham seus caminhões, suas máquinas”, disse Dilma.

Dilma ainda garantiu que o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida continuará em seu governo. “É para essa população que se dirige o Minha Casa Minha Vida”, disse. “A cidadania é algo que é direito de cada um”, completou.

Fonte: Rede Brasil Atual

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Chaga social: 767 mulheres são agredidas por dia no Brasil


Embora se possa comemorar, com razão, o largo conhecimento alcançado pela Lei Maria da Penha, que pune a violência contra a mulher, há ainda muito a fazer neste campo onde a situação continua calamitosa, como mostram dados do PNAD divulgados hoje pelo IBGE.

A pesquisa relata que cerca de 2,5 milhões de pessoas com mais de 10 anos de idade sofreram algum tipo de agressão em 2009. Destas, 40% eram mulheres (cerca de 1.081.000). O que chama a atenção é que um terço delas foram agredidas por parentes, companheiros ou ex, que foram responsáveis por mais de um quarto do total de agressões (25,9% ou cerca de 280 mil).

Isso significa que a cada dois minutos ocorre uma agressão contra a mulher no Brasil (são, em média, 767 por dia, 32 por hora ou uma a cada 30 segundos). Outro dado reforça a natureza doméstica da agressão contra a mulher: mais de um quarto delas (25,4%) ocorrem dentro da própria residência.

Mais da metade dos agredidos não procurou ajuda policial para se defender e certamente a maioria destes, pode-se imaginar, são mulheres. Um em cada cinco porque não considerou importante; um número maior (um em cada três) por temer represálias ou não querer envolver a polícia.

O dado a comemorar foi revelado por outro estudo, divulgado pelo IPEA na semana passada. Ele mostra um avanço na consciência sobre os direitos da mulher e, principalmente, acentua que este não é um problema de natureza privada, mas social. A imensa maioria (80%) das pessoas entrevistadas pelo estudo “Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre igualdade de gênero 2010” considerou que a violência contra a mulher é de responsabilidade da sociedade como um todo, contra apenas 14% para os quais o problema é isolado. Mais: um número superior a 90% dos entrevistados considera que essas agressões “devem ser investigadas pelo Estado mesmo que a mulher não queira”, destacou a técnica Maria Aparecida Abreu, no lançamento do estudo.

Além de ser uma questão pública, social, ela é também um problema civilizatório. O grau do avanço de uma sociedade, já disseram alguns pensadores avançados desde o início do século 19, é indicado pela igualdade entre homens e mulheres. E a violência contra a mulher, cujos protagonistas são principalmente homens que julgam ter direitos especiais, e definitivos, sobre elas, é o principal fator de atraso neste ponto. Parceiros que tratam suas companheiras como objetos de consumo, satisfação pessoal, como bens arroláveis entre as demais propriedades que controlam, e usam a força física ou a violência verbal para impor privilégios. Acionam o medo, a intimidação, a humilhação, para manter formas de relacionamento desigual, e submeter o outro (a outra, no caso) a seus caprichos, vontade, idiossincrasias e fantasias.

Os dados do PNAD mostram que ainda há muito a fazer na conquista da igualdade e no combate contra a opressão da mulher, e o estudo do IPEA mostra que há disposição para isso. É preciso unir estas duas pontas –necessidade e disposição – para avançar na luta contra esta verdadeira chaga social que é a opressão da mulher. 
 
Fonte: Vermelho - Editorial.

VIOLÊNCIAS CONTRA A MULHER


 O hediondo crime que envolve o goleiro Bruno – a mulher, após ser assassinada, teve o corpo destroçado e devorado por cães, segundo denúncia – é a ponta do iceberg de um problema recorrente: a agressão masculina à mulher.

 Entre 1997 e 2007, segundo o Mapa da Violência no Brasil/2010, 41.532 mulheres foram assassinadas no país. Um índice de 4,2 vítimas por cada grupo de 100 mil habitantes, bem acima da média internacional. O Espírito Santo apresenta o quadro mais grave: 10,3 assassinatos de mulheres/100 mil.

 O Núcleo de Violência da Universidade de São Paulo identifica como assassinos maridos, ex-maridos e namorados inconformados com o fim da relação. Ao forte componente de misoginia (aversão à mulher), acresce-se a prepotência machista de quem se julga dono da parceira e, portanto, senhor absoluto sobre o destino dela.

A Central de Atendimento à Mulher (telefone 180) recebeu, nos primeiros cinco meses deste ano, 95% mais denúncias do que no mesmo período do ano passado. Mais de 50 mil mulheres denunciaram agressões verbais e físicas. A maioria é de mulheres negras, casadas, com idade entre 20 e 45 anos e nível médio de escolaridade. Os agressores são, em maioria, homens com idade entre 20 e 55 anos e nível médio de escolaridade.

 Acredita-se que o aumento de denúncias se deve à Lei Maria da Penha, sancionada em 2006 pelo presidente Lula, e que aumenta o rigor da punição aos agressores. Apesar desse avanço, tudo indica que muitos lares brasileiros são verdadeiras casas dos horrores. A mulher é humilhada, destratada, surrada, por vezes vive em regime de encarceramento virtual e de semiescravidão no trabalho doméstico. Sem contar os casos de pedofilia e agressão sexual de crianças e adolescentes por parte do próprio pai.

 A violência contra a mulher decorre de vários fatores, a começar pela omissão das próprias vítimas que, dependentes emocional e financeiramente do agressor, ou em nome da preservação do núcleo familiar, ficam caladas ou dominadas pelo pavor frente aos efeitos de uma denúncia. Soma-se a isso a impunidade. Eliza Zamudio, ex-namorada do goleiro Bruno, teria recorrido à Delegacia de Defesa da Mulher, sem que sua queixa tivesse sido levada a sério. Raramente o poder público assegura proteção à vítima e é ágil na punição ao agressor.

 A violência contra a mulher não ocorre apenas nas relações interpessoais. Ela é generalizada pela cultura mercantilizada em que vivemos. Basta observar a multiplicidade de anúncios televisivos que fazem  da mulher isca pornográfica de consumo.

 Pare diante de uma banca de revistas e confira a diversidade do “açougue” fotográfico! Preste atenção no papéis femininos em programas humorísticos. Ora, se a mulher é reduzida às suas nádegas e atributos físicos, tratada como “gata” ou “avião”, exposta como mero objeto de uso masculino, como esperar que seja respeitada?

 Nossas escolas, de uns anos para cá, introduziram no currículo aulas que abordam o tema da sexualidade. Em geral se restringem a noções de higiene corporal para se evitar doenças sexualmente transmissíveis. Não tratam do afeto, do amor, da alteridade entre parceiros, da família como projeto de vida, da irredutível dignidade do outro, incluídos os/as homossexuais.

 Nas famílias, ainda há pais que conservam o tabu de não falar de sexo e afeto com os filhos ou julgam melhor o extremo oposto, o “liberou geral”, a total falta de limites, o que favorece a erotização precoce de crianças e a promiscuidade de adolescentes, agravada pelos casos de gravidez inesperada e indesejada.

 Onde andam os movimentos de mulheres? Onde a indignação frente às várias formas de violência contra elas?

 Os clubes esportivos deveriam impor a seus atletas, como fazem empresas e denominações religiosas, um código de ética. Talvez assim a fama repentina e o dinheiro excessivo não virassem a cabeça de ídolos de pés de barro...



Frei Betto é escritor, autor de “Diário de Fernando – nos cárceres da ditadura militar brasileira” (Rocco), entre outros livros. www.freibetto.org – twitter:@freibetto


  

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Heleieth Saffiotti, a brasileira que iniciou o movimento feminista, morreu!

Brasil perde Heleieth Saffiotti,
Faleceu nesta segunda-feira, 13, aos 76 anos, a professora Heleieth Iara Bongiovanni Saffiotti. O sepultamento aconteceu na tarde desta terça-feira, no Cemitério do Morumbi, em São Paulo. Heleieth foi uma das pioneiras do movimento feminista no Brasil e uma das primeiras acadêmicas brasileiras a publicar livros e artigos sobre a condição das mulheres.



Heleieth, entre Che, Marx e Lenin: em defesa das mulheres

 
Heleieth Saffioti (foto) é conhecida internacionalmente como uma das mais importantes pesquisadoras feministas do país. “Seus estudos sobre a situação das mulheres no mercado de trabalho no Brasil, desde a década de 1960, são pioneiros na análise sobre as desigualdades entre mulheres e homens, as diversas formas de opressão e exploração no trabalho”, escreveu em nota Tatau Godinho, militante do movimento de mulheres e integrante do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo.

Autora de mais de 12 livros, Heleieth era professora aposentada de Sociologia da Unesp e do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SP. Nos últimos anos dedicou-se também ao estudo sobre a violência sexista, acompanhando de perto o problema no Brasil, com abordagem teórica sobre a violência de gênero e análise sobre as políticas públicas nessa área.

“Heleith buscou compreender os mecanismos profundos da exploração das mulheres no capitalismo, insistindo com veemência na relação estrutural entre capitalismo, patriarcado e racismo. Sem abrir mão de suas convicções e com sólida formação acadêmica, Heleieth renovava em suas análises as referências teóricas marxistas e a elaboração dos estudos feministas. Como ela sempre dizia, o nó que amarra classe, gênero e raça constroi as dinâmicas de desigualdade na sociedade contemporânea”, colocou ainda Tatau Godinho.

Com informações da Fundação Perseu Abramo

domingo, 12 de dezembro de 2010

Justiça ou banditismo machista?




Nos últimos meses muito se comentou sobre o Irã,  falou-se muito de  Sakineh Ashtiani, mulher que foi  enforcada pelo crime de adultério.  Temos consciência de que cada país tem sua própria cultura e crença. Mas parabéns à ONU que tentou se opor a  essa barbaridade em pleno século 21. Nunca ouviu-se falar que um homem fosse condenado a pena de  morte por traição e adultério. 

Pensando aqui mesmo na nossa cultura latina e bem brasileira quantas mulheres conhecemos que não foram apedrejadas com pedras reais mas sim pela hostilidade, maledicência e o machismo.  Este mal  não é só dos homens mas impregna as próprias mulheres quando se trata de algum deslize de alguma mulher, sem nenhuma prova e sem ninguém conhecer o seu íntimo verdadeiramente, essa mulher passa a ser motivo de comentários e de maledicência, todos passam a fazer conferência entre conhecidos e desconhecidos . Impiedosamente baseados nas suas próprias avaliações, esquecendo-se,  minhas companheiras, que a verdade está no íntimo e na lealdade. Fidelidade é uma questão geográfica  e ponto de vista de cada pessoa.  É preciso ser forte para não se deixar abater por um censo comum tecido por machismo tão discutido e muitas vezes usado por pessoas que aparentemente têm até um discurso bom em relação a defesa das mulheres mas, na realidade, quando se deparam com suas próprias neuroses da vitimização pegam seus chicotes em forma de teclados, telefone, canetas e  reuniões em grupos de amigos ou conversa de boteco aniquilam com a dignidade feminina. Acreditam no amor idealizado enquanto limitado ao  discurso. Nós mulheres devemos pensar  sobre isso, em  como criamos nossos filhos, em como tratamos dessas questões em salas de aulas,  os educadores em grupos de amigos, em qualquer lugar em  que se forme opiniões. 

 Amigas, se algumas de vocês se encontrar nessa encruzilhada, podem até ser hostilizadas, destratadas mas não fujamos das trincheiras, voemos bem alto e depois mergulhemos no fundo  do rio para buscar o melhor peixe,  que é a liberdade e a igualdade.  Não permitamos ser a Maria Madalena dos tempos modernos  nem  Sakineh Ashtiani, mesmo que os nossos nomes sejam jogados  na internet, rodem de boca em boca, como se a vida fosse uma única  fatia.  Sempre acreditemos no amor e  na família. Respeitando as diferenças.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Beatriz Cannabrava: brava e exemplo de mulher



Tive a satisfação de, no dia 04 de dezembro, conhecer a revolucionária e poeta Beatriz Cannabrava. Trata-se de uma defensora da cultura brasileira e do envolvimento das mulheres na educação e na luta pelos seus direitos e combate à violência.

 Quando meu companheiro Laércio Júlio da Silva marcou o encontro com Beatriz achei que se tratasse de uma mulher com aspecto rude e uma feminista amargurada. Que nada,  encontrei uma mulher doce,  uma mãe apaixonada pelos filhos com nomes indígenas,  feliz no casamento . Em virtude de combate com o  regime militar, juntamente com toda a família  exilou-se e passaram por todos os tipos de sofrimentos, experiência vivenciada que todas as pessoas que militaram contra a ditadura.  Mas durante  nosso diálogo só me passou otimismo e a idéia de uma luta acirrada em prol da mulher. Ao nos despedirmos ,surpreendentemente, ela me entregou um cd de sua autoria intitulado “Viagem Bia Cannabrava”. Porém, viagem mesmo, minha querida companheira, foi conhecer uma mulher incrível,  que me encorajou a continuar a luta em defesas das mulheres. 

Beatriz já foi matéria da Revista VEJA, mas para ser combatida, de forma acirrada,  pelo direitismo dessa famosa revista conservadora e de direita. Ora, nem poderia  esperar-se outra coisa, pois de um lado estava essa grande mulher que enfrentou a ditadura e que depois lutou pela anistia dos presos e exilados políticos,  e de outro, uma revista que odeia o que há de mais patriótico e heróico, como é o caso de nossa Beatriz.

 Meus amigos,  existem muitas Beatrizes, mulheres e homens,  jogadas ao anonimato. Mas essa que conheci encoraja a todas a tirarem as penas,  refazerem-se   para mergulhar no fundo do rio e pescar o melhor peixe, que é o encontro com a liberdade, como nos ensina Fernão Gaivota.

sábado, 27 de novembro de 2010

A síndrome do ninho vazio





 Quantas mulheres conhecemos que passaram décadas criando filhos, cuidando dos maridos, quando elas menos esperaram  olharam ao lado os seus companheiros saíram de casa e as abandonaram em busca de mulheres mais jovens. Essas mulheres perderam sua juventude,  não se profissionalizaram e os filhos também foram embora de casa, seguindo o ciclo natural da vida. Na sociedade moderna, em muitos lares essas mulheres servem para cuidar dos netos enquanto as mães e os pais trabalham, se divertem e viajam normalmente. Seguidamente ouvimos essas mulheres reclamando da vida, amarguradas  com o  sistema capitalista  injusto. Enquanto essas mães se matam para educar os filhos com a educação que elas não tiveram, ao se formar, esses filhos vão ao mercado de trabalho, o sistema capitalista os escolhe como se fossem um objeto na prateleira, enquanto as mães se tornam apenas telespectadoras dessa realidade cruel e injusta. O que fazer por essas mulheres companheiras? As mulheres intelectuais aos sessenta e cinco anos ou mais estão em plena atividade.  Não deveríamos copiar o sistema europeu onde as pessoas ao envelhecerem não servem para mais nada.

Pensemos sobre isso e construamos projetos para levar essas mulheres a um caminho, à cultura e à consciência de si mesmas.  Creio  que elas têm muito a contribuir com a nossa sociedade.

Amigas, essa é mais das tantas  questões que temos para resolver com nossas lutas em favor de mais direitos para as mulheres.

Não devemos separar as mulheres por idade, peso, opção sexual ou por raça. Referimo-nos a pessoas. Não há nenhuma mulher no Brasil, negra, homossexual, indígena, que ainda não tenha sofrido  preconceito ou violência ou os dois. Sabemos que  a violência não é só a do chicote e a verbal ou até a velada pelo que está do lado de fora dos nossos muros ou mesmo de quem está pelo lado de dentro.

Precisamos  pensar sobre isso e avançar mais, companheiras. Devemos pressionar  o governo  Dilma no sentido de que crie um ministério da mulher, gerido por mulheres, pois todas as leis foram criadas pelos homens. É tempo de mudança, não vamos cruzar os braços. Precisamos e devemos avançar.


OS ABSURDOS DE SILAS MALAFAIA

Os absurdos de Silas Malafaia (também conhecido como Silas Malandraia)  são tão exagerados que mostram por si só que ninguém precisa desse tipo de fé decadente, fora de moda.

Cabe a pergunta: de que o Silas Malafaia gosta? De dinheiro, somente? Travou um campanha contra o presidente LULA e a atual presidente eleita Dilma Rousseff e agora faz campanha homofóbica! Ora, as transformações não acontecerão por ai.  Precisamos de fé transformadora com base em pensamentos políticos e filosóficos compromometidos com as transformações soiciais e eeconômicas, não de ditadura que extorque o ser humano e dita regras preconceituosas.  Fora os preconceitos!





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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

As sementes da federação são lançadas com participação




Companheiras mulheres

Penso que a participação das mulheres em todos os espaços em defesa de nossos direitos é essencial. Nesse sentido, relato para as companheiras e amigas e aos homens também, duas  participações em eventos onde tratou-se fortemente de interesses e necessidades das mulheres.

1.    O debate sobre a saúde e a condição feminina em Goiás, que aconteceu nessa semana, dia 25 de novembro de 2010, na PUC/Go . Dele participei com muita alegria, principalmente por perceber o enorme interesse que a situação da mulher desperta em todos os setores da sociedade. O debate apenas levantado nessa campanha eleitoral se aprofunda e se estende, envolvendo muita gente. 

Entre os temas, a abordagem sobre a saúde sexual e o acompanhamento durante a gravidez mostra estatísticas espantosas sobre o abandono e os descasos sofridos pela grande maioria das mulheres. Poucas são as mulheres atendidas dignamente. As que mais morrem de parto não assistido corretamente, segundo comprovações das pesquisas, são as negras e as indígenas. 

Esse dado é a mais eloqüente afirmação de preconceitos contra as mulheres pobres, trabalhadoras e discriminadas. Há que arrancarmos nossas máscaras para percebermos os tristes preconceitos e lutarmos por nossos direitos.

Precisamos avançar ainda mais, companheiras. Um dos fatores que precisamos enfrentar em nós mesmas é o medo, que nos leva a fugir e a fecharmos os olhos para a marginalização para onde são empurradas muitas de nossas companheiras. Um problema para o qual não devemos nos omitir mais é o do aborto, tão discutido e debatido nessa campanha eleitoral à Presente da República. No nosso debate na PUC  transpareceu o equívoco em que caíram as religiões através de pastores, padres e bispos quando simplesmente condenaram o aborto sem conhecer a realidade das mulheres que são vítimas dessa violência. É preciso que nós, mulheres, procuremos os religiosos e lideranças e os ajudemos a entender a grave situação do aborto, enfrentando de modo justo e claro as necessidades das mulheres, longe de apedrejamentos, que só agravam o problema.

2. Na terça-feira, dia 24/11/10, participei de uma reunião com a professora Patrícia na Sociedade de Cultura de Goiás – Puc/Go. Tratamos de outro problema gritante: o tráfico de seres humanos.  São jovens que vão para a Europa e outros países para se prostituir e viver clandestinamente, passando por todos os tipos de humilhações,  em  busca de  sonhos dourados, que de dourados não têm nada. Trata-se de mulheres que perdem a dignidade, arrancadas do seio de suas famílias. São mulheres de todas as escalas sociais e não apenas as que não tiveram acesso à educação. E eu pergunto se aquelas mulheres são vítimas ou vilãs? Garanto que é falta de perspectiva de vida, de acesso à cultura e fruto de uma sociedade consumista e insensível.  

É preciso sonhar e lutar por uma sociedade cuja participação de todos nós nos torne responsáveis uns pelos outros e tirar a carga da mulher de só ela educar os filhos.

Minhas amigas, nesses dois eventos e na luta pela formação de nossa Federação de Mulheres Goianas afirma-se em nós a consciência de que é preciso formarmos uma sociedade onde pai e mãe educam os filhos juntos. Então, o apelo é para que avancemos na participação, na mobilização e na luta. Precisamos de vocês para isso. Contatem conosco! Abraços solidários.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

UM DEPOIMENTO DO QUE SINTO E ME FAZ VIBRAR

 Joana D'Arc

 

CARAS/OS COMPANHEIRAS E COMPANHEIROS


NA SEGUNDA FEIRA, DIA  8 DE NOVEMBRO, ÀS 19 HORAS,  AS LIDERANÇAS DO PPL DE GOIÂNIA E  DE APARECIDA  DE GOIÂNIA. REUNIMO-NOS COM O OBJETIVO DE FAZER  AVALIAÇÃO DA CAPMANHA ELEITORAL RECENTE.

 AVALIANDO COMO MULHER, QUERO CONVIDAR MINHAS AMIGAS, COMPANHEIRAS, COLEGAS E LEITORAS DESSE BLOG, AQUI DA GRANDE GOIÂNIA,  PARA PARTICIPAR CONOSCO,  TODAS AS SEGUNDAS-FEIRAS NAQUELE MESMO HORÁRIO,  NO QUARTO ANDAR DA FACULDADE UNIVERSO. TEMOS UMA SALA DISPONÍVEL PARA TRATARMOS DE ASSUNTOS DE INTERESSE DE NOSSA SOCIEDADE , ESPECIFICAMENTE DAS MULHERES. NAQUELE LOCAL TEMOS PESSOAS CAPACITADAS PARA PROFERIR PALESTRAS E ABORDAGENS SOBRE TEMAS QUE ABRANGEM O DESENVOLVIMENTO CULTURAL, ECONÔMICO, POLÍTICO, FAMILIAR ETC  DA SOCIEDADE COMO UM TODO.

MINHAS AMIGAS, NESTE PERÍODO DE CAMPANHA ELEITORAL, TIVE OPORTUNIDADE DE CONVIVER COM CRÍTICOS-MILITANES  POLÍTICOS QUE ME AJUDARAM A PERCEBER CLARAMENTE QUE SABEMOS  POUCOQUÍSSIMO DA NOSSA HISTÓRIA,  SEQUER NOS INTERESSAMOS POR ELA.  NÃO ME  REFIRO A FATOS DISTANTES, APENAS. HISTÓRIA RECENTE COMO A DITADURA MILITAR, A GUERRILHAS DO ARAGUAIA E URBANA. NÃO NOS SENSIBILIZAMOS COM  A VERDADEIRA HISTÓRIA DO ESTADO DE GOIAS, COMEÇANDO PELOS BANDEIRANTES, PASSANDO PELA ERA CAIADO AINDA PRESENTE E A POLÍTICA ATUAL, QUE FORÇOSAMENTE  PASSA PELA BIOGRAFIA TRANSFORMADORA  DE UM NORDESTINO  COM  SOMENTE A QUARTA SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL,  O MAIS BRILHANTE PRESIDENTE DESDE A  ERA VARGAS: LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA. MAS O DIVISOR DE ÁGUAS MESMO, NUMA SOCIEDADE MACHISTA, É A ELEIÇÃO DE  UMA MULHER,  A COMPANHEIRA  DILMA ROUSEFF. ESTA  É A NOSSA MAIOR VITÓRIA. MAS ELA NÃO GOVERNARÁ SÓ. É NECESSÁRIO,  COMPANHEIRAS, QUE CADA UMA  DE NÓS TIRE PRA FORA A ÁGUIA QUE EXISTE DENTRO DE CADA UMA,  ARRANCANDO AS PENAS VELHAS E DEIXAR NASCER NOVAS PENAS , NOVAS UNHAS, NOVO BICO, NOVA PELE E NOVA ENERGIA PARA VOARMOS COMO ÁGUIA. ESSA É A PROPOSTA DO PPL. UMA POLÍTICA  CLARA, JUSTA, AMPLA, ABERTA, MODERNA E HISTÓRICO-TEORICAMENTE SUSTENTADA E DE CONHECIMENTO AVANÇADO PARA TODOS.
NESSE ANO E NESSA CAMPANHA ELEITORAL ENCONTREI COM MULHERES OBJETIVAMENTE ENTUSIASMADAS COM O QUE AOCNTECE NO BRASIL GOVERNADO POR LULA. CONTARAM-ME QUE ANTES O DESMPREGO AS ENLOUQUECIA, TANTO POR VER SEUS FILHOS SEM ESPERANÇA COMO SEUS MARIDOS TRISTES E DEPRIMIDOS COM O DESEMPREGO, VIVENDO ANGÚSTIAS QUE SE TRADUZIAM EM MAL-ESTAR FAMILIAR E ATÉ EM VIOLÊNCIAS, MAS DEPOIS DA ONDA DE DESENVOLVIMENTO SEUS FILHOS VOLTARAM A ESTUDADAR, SEUS MARIDOS ENCONTRARAM EMPREGOS E ELAS TAMBÉM TRABALHAM, MUITAS INICIANDO SEUS PRÓPRIOS NEGÓCIOS. O ENTUSIASMO DE MINHAS COMPANHEIRAS É CONTAGIOSO CONTANDO CONQUISTAS QUASE EM TOM DE MILAGRES. POR ISSO ME DÁ ENORME VONTADE DE UNÍ-LAS PARA A FORMAÇÃO DE UMA FEDERAÇÃO DE MULHRES, COM O APOIO DO PPL.

COMO MULHER QUE SE ENTUSIASMA E SE APAIXONA PELAS TRANSFORAÇÕES QUE TODO O BRASIL EXPERIMENTA E QUE O PPL RESPIRA EM SUA ESTRUTURA INTEIRA, MOVENDO-ME NA DIREÇÃO DA REORGANIZAÇÃO DA FEDERAÇÃO DE MULHERES DE GOIÁS É QUE CONCLAMO A TODAS A QUE NOS UNAMOS PARA CRESCER E A AJUDAR A CRESCER. ABRAÇOS, COMPANHEIRAS. VAMOS À BOA LUTA!







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