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domingo, 12 de dezembro de 2010

Justiça ou banditismo machista?




Nos últimos meses muito se comentou sobre o Irã,  falou-se muito de  Sakineh Ashtiani, mulher que foi  enforcada pelo crime de adultério.  Temos consciência de que cada país tem sua própria cultura e crença. Mas parabéns à ONU que tentou se opor a  essa barbaridade em pleno século 21. Nunca ouviu-se falar que um homem fosse condenado a pena de  morte por traição e adultério. 

Pensando aqui mesmo na nossa cultura latina e bem brasileira quantas mulheres conhecemos que não foram apedrejadas com pedras reais mas sim pela hostilidade, maledicência e o machismo.  Este mal  não é só dos homens mas impregna as próprias mulheres quando se trata de algum deslize de alguma mulher, sem nenhuma prova e sem ninguém conhecer o seu íntimo verdadeiramente, essa mulher passa a ser motivo de comentários e de maledicência, todos passam a fazer conferência entre conhecidos e desconhecidos . Impiedosamente baseados nas suas próprias avaliações, esquecendo-se,  minhas companheiras, que a verdade está no íntimo e na lealdade. Fidelidade é uma questão geográfica  e ponto de vista de cada pessoa.  É preciso ser forte para não se deixar abater por um censo comum tecido por machismo tão discutido e muitas vezes usado por pessoas que aparentemente têm até um discurso bom em relação a defesa das mulheres mas, na realidade, quando se deparam com suas próprias neuroses da vitimização pegam seus chicotes em forma de teclados, telefone, canetas e  reuniões em grupos de amigos ou conversa de boteco aniquilam com a dignidade feminina. Acreditam no amor idealizado enquanto limitado ao  discurso. Nós mulheres devemos pensar  sobre isso, em  como criamos nossos filhos, em como tratamos dessas questões em salas de aulas,  os educadores em grupos de amigos, em qualquer lugar em  que se forme opiniões. 

 Amigas, se algumas de vocês se encontrar nessa encruzilhada, podem até ser hostilizadas, destratadas mas não fujamos das trincheiras, voemos bem alto e depois mergulhemos no fundo  do rio para buscar o melhor peixe,  que é a liberdade e a igualdade.  Não permitamos ser a Maria Madalena dos tempos modernos  nem  Sakineh Ashtiani, mesmo que os nossos nomes sejam jogados  na internet, rodem de boca em boca, como se a vida fosse uma única  fatia.  Sempre acreditemos no amor e  na família. Respeitando as diferenças.

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