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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Lágrimas na floresta pela morte do cacique Nísio Gomes


O líder dos Guarani Kaiowá, cacique Nísio Gomes, foi morto na manhã do dia 18,  no município de Amambaí, em Mato Grosso do Sul. Cerca de 40 pistoleiros encapuzados e armados invadiram o acampamento Tekoha Guaiviry e atiraram no cacique. Depois de morto, o corpo do líder indígena foi levado pelos pistoleiros.

Segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), representantes regionais da Funai e do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) estão no acampamento prestando assistência aos indígenas. Além disso, agentes das polícias Federal e Civil foram deslocados para a área do conflito e abriram inquérito policial.

A área ocupada pelos Guarani Kaiowá faz parte da região denominada Terra Indígena Amambaipeguá. O processo de demarcação da terra começou em junho de 2008 e, desde então, foi interrompido diversas vezes por decisões judiciais, em ações movidas por produtores rurais da região e forças políticas municipais e estaduais.

Caro presidente da Funai e a Justiça Federal, o que esperamos, nós que não somos latifundiários e nem fascistas, é que mais uma vez o povo indígena não seja massacrado impunemente, pelos latifundiários. A história do Brasil foi feita pelo massacre dos indígenas, o povo da terra, que vive segregado. Enquanto a soja avança, criando fortunas para poucos. Vergonhosamente morrem mais indígenas, que na guerra. Não podemos mais aceitar que em pleno século 21, que se fala tanto de direitos humanos, que o povo da terra só tenha direito de serem mortos pelos pistoleiros, a serviço do latifundiário. Queremos justiça para o povo indígena. Para o homens e mulheres das florestas, isso é uma vergonha nacional.

Será que no futuro as nossas crianças saberão dos indígenas a partir das velhas páginas de livros?

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