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domingo, 29 de maio de 2011

MULHERES E SUAS TEMATICAS




Ah, as mulher dos tempos modernos!
Nós construímos edifícios, pilotamos aviões, ocupamos altas patentes militares (...). Espaços exclusivos dos homens no passado, hoje lugar comum da mulher moderna.
No Brasil, até pouco tempo a nossa sociedade era patriarcal e hoje? O QUE SOMOS? Tenho o maior orgulho de morar em um país governado por uma mulher, não só pelo fato de ser uma mulher, mas por sua coragem de mulher guerrilheira, administradora, conhecedora da política nacional e a aguerrida.
É um modelo. Más já me perguntei várias vezes “quantas vezes Dilma, a mulher chorou na intimidade do seu lar por não poder ter cuidado da febre de sua filha?” Se já chorou por amor? Se já parou para admirar uma flor, ou o canto de um rouxinol? Terá ela acariciado a barriga de uma gestante, com os olhos transbordando aquela doçura que so a alma feminina conhece, e possui.
Essa e a alma das mulheres, “nos preparamos pra muito e choramos por menos”.  Fazemos parte da natureza, e essa é a nossa natureza. E não a perdemos, por mais que freqüentemos universidades, nos especializemos, defendamos teses e enchamos os canteiros de obras de mulheres engenheiras, pedreiras, mestres de obras e arquitetas (a construção civil não e mais a mesma, está muito mais bela e organizada pela delicadeza e dedicação da mulher).
Alguém já se perguntou como essa mulher sai de casa pela manhã para ir ao trabalho? Falarei da minha cidade. Do meu estado.
As nossas creches recebem as nossas crianças as 7:00 e as devolvem às 17:00. Essas mães têm que correr “feito louca” para levarem seus filhos para as creches, ou deixar com outra pessoa, muitas vezes com um irmão mais velho (uma criança que cuida de outra criança) ou na casa de uma avó, idosa que deveria  cuidar da sua velhice com o mínimo de tranquilidade.
Nessa engenharia injusta e cruel, nos tornamos cada vez mais estressadas, correndo de um lugar para o outro. Paramos de contar historias para nossos filhos e amigos. Não há tempo para ler um bom livro, ouvir uma boa musica. As nossas relações afetivas se tornaram cada vez mais truculentas, gerando intolerância entre todas as pessoas. 
E a família onde fica? Precisamos repensar nossas relações, nos politizar, organizar e administrar melhor nosso tempo. Também devemos cobrar dos nossos governantes e das empresas capitalistas que criem e mantenham creches de qualidade com professores capacitados e bem remunerados, e que funcionem em horários mais flexíveis para nós e nossas crianças. Um sistema de transporte coletivo que funcione e nos trate com dignidade. Precisamos também ser respeitadas em nossas particularidades e valorizadas em nossos talentos. Carecemos ter a possibilidade de realizarmos nossos sonhos modernos, atingindo nossos maiores objetivos, mas sem perder o direito de sermos mulheres, com toda fragilidade e força. Enfim, mantendo nossas idiossincrasias. Só assim teremos o mínimo de saúde emocional para cuidar bem das nossos filhos e não correr o risco de perde-los para o crack, a prostituição e tantos outros caminhos tortos que o mundo nos apresenta hoje.
Precisamos amar, ler, ouvir musica, olhar a lua, tomar banho de rio (preferencialmente em cachoeira), visitar amigos, discutir as nossas teorias (...)
O mundo que quero para mim ainda não existe. Está em construção. E esse em que estou não me serve mais. Más não vou sair do meu país. Quero contar aos filhos dos meus filhos, as historias que o pai do meu pai contou para seu filho e que, no curto tempo que vivi com meu pai, ouvia dele à luz de uma lamparina, ou o via escrevendo em sua velha maquina de datilografar. Ele sempre me falava sobre o mundo que sonhou pra mim. Sonhos que trago comigo e que hoje tento escrever nas teclas de um moderno computador, na busca de não deixar morrer essa velha nova historia. O BRASIL QUE SONHO.

2 comentários:

  1. Excelente. Parabéns pela reflexão respaldada na realidade e projetiva para o futuro. wwww.padreorvandil.blogspot.com

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  2. Tantas tarefas e estresse não nos tira só o tempo, mas também a saúde, a pouca liberdade que temos e a sensibilidade. Estamos deixando a criança que há em nós sucumbir à loucura desse sistema cruel. E isso é trágico.
    Pena que nem todo mundo tenha consciência disso. Temo ser tarde para alguns quando realmente abrirem os olhos.
    Falando em “ser criança”, há quanto tempo eu não tomo banho de cachoeira...
    Obrigada por nos fazer refletir. Beijos!

    Deuzely

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