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sexta-feira, 1 de abril de 2011

ANIVERSÁRIO DA FEDIM





     Hoje a Federação das Mulheres de Goiás faz um ano. Nós que fazemos parte do projeto, vemos emocionados e deslumbrados o crescimento de uma criança, suas quedas, hesitações, mas também seus sorrisos, o brilho no olhar, a vontade e a iniciativa, que só as crianças possuem. A Federação não está calejada, mantém sua pureza, mesmo nos momentos de dificuldade segue cantando, rindo das auguras, não se deixa tolher, não se deixa vergar, apesar de ainda ser infante.
     Hoje a criança quer agradecer, todos e todas que a ajudaram, nutriram, ensinaram a andar. Seus pais e suas mães que lhe deram o sopro de vida. Sem esses homens e mulheres hoje ela não existiria, seria apenas mais um sonho não concretizado, um projeto que não saiu do papel, mais uma frustração no coração preguiçoso e angustiado do homem.
     O primeiro agradecimento vai ao Professor Orvandil, bispo da Igreja Anglicana e Professor de Filosofia, o mestre de Ciências Políticas com quem a Professora Jucilene (presidente da Federação das Mulheres de Goiás) comungou muitas discussões políticas regadas a chimarrão. Há um ano atrás ensinou a Jucilene o “bêabá” da política e a levou ao encontro dos amigos que ajudaram a levantar a F ederação que serão citados logo abaixo, e ainda lhe disse: “Você deve ao legado que seu pai deixou a luta pelas mulheres”.
     Deve-se jubilar José Nicolau Netho, diretor executivo do DCE da Universo, nosso presidente, o mais aguerrido dos homens que já a Federação já conheceu, um ser humano que nunca vimos reclamar e usar a palavra inalcançável. Nos momentos de lutas em que não vimos mais nenhuma porta aberta ele sempre nos disse “não é impossível“.
     O Laércio de quem somos fãs, coordenador de curso da OVG, formado em turismo. O mais inteligente dos amigos que já conhecemos com a sua doçura tímida e a voz suave.
     O Gedeon Coelho, estudante de jornalismo, militante do movimento negro, sempre disposto, cheio de iniciativa e de idéias, sempre de mangas arregaçadas, cheio de vida e entusiasmo, sempre à postos para proteger a criança.
     O Júlio Manoel, o recém chegado, psicólogo escolar e clínico, de coração sensível, mente aberta, um tanto vexado, mas muito meigo. Está na luta também, andando de mãos dadas com nossa criança.
     Me emociona muito falar das mulheres que tive a oportunidade de conhecer neste ano, mulheres que puderam dedicar sua vida a luta como Márcia Campos presidente da Federação Internacional das Mulheres, a Jane, presidente da Federação das Mulheres do Distrito Federal, a Glaucia Morelli presidente da Federação das Mulheres de São Paulo e a poetisa e militante política Beatriz Canabrava.
    Quero agradecer todas as mulheres goianas que estão na luta pelo estado de Goiás, citarei algumas e peço perdão as que não citarei: a Dona Nilza, presidente da MDC (Movimento das Donas de Casa), a professora Lucia Rincon e, claro, falarei das minhas colegas de Federação. Aquelas das quais eu me sinto mais próxima, queremos agradecer a todas as mulheres de Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e as minhas parceiras de toda semana, como a Kênia Vieira, empresária, militante das causas humanas, Valdinar Trindade dos Santos Lemos, militante da federação, Anita Souza, Samara Cecílio, estudante do curso de Direito, sempre nos auxiliando, dando o máximo de si, cheia de idéias, a Kamilly Cordeiro dos Santos, poetisa, estudante de Direito, pesquisadora, a minha querida Nagyla Cristina, analista de rede, defensora da causa da mulher negra, e dos homossexuais, a Maria Helena, professora de história e presidente do Movimento Pérola Negra, e a  querida amiga de sempre, a confidente: a psicóloga Dionice Araújo, e suas lindas filhas Kamila e Caroline.
       Muito obrigada a vocês! A todos os homens que fazem parte do processo e os que não estiverem estão convidados a participar porque lutamos por uma sociedade igualitária de homens e mulheres, andando lado à lado. Um abraço enorme a todos que acreditam na FEDIM. Sintam-se abraçados por todas as mulheres espoliadas, discriminadas, excluídas, ainda que simbolicamente e pelas que lutam cotidianamente, incansáveis pela quebra das relações de dominação.

31/03/2011.
 

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