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sábado, 23 de abril de 2011

Jesus e o comunista




Jesus deve estar muito decepcionado porque ele foi um revolucionário que lutou em prol do amor, da solidariedade, da empatia, e o nome dele é rebocado por essas religiões piegas, conservadoras, castradoras e massificadoras.
Não! Não somos contra a fé ou contra o cristianismo, mas somos a contra o que está sendo feito, a Igreja e a religião em geral virou mercado. Nós temos fé, mas acreditamos na fé transformadora, uma filosofia de vida revolucionária. Acreditamos em uma fé ativa, que brada por justiça nas comunidades, nas famílias, acreditamos em uma ética possível e não em uma moral que castra e pune manifestações normais da vida, que são puras por si mesmas, por serem naturais do homem.
Somos a favor de uma vida politizada, que olha para os que estão ao seu lado. Não a religião dos domingos, ou das quintas, o cristianismo apenas no momento da confissão ou da missa. Coisa da classe média, terço de madre pérola da mão, bíblia de baixo do outro braço, unhas muito bem feitas, roupas “de ver Deus”, joelhos no banco de mogno da Igreja, na mente sussurros, pedidos de perdão, por muito pouco tempo, as vezes tão pouco que é só a dona Fulana passar com aquela bolsa da Prada falsificada que o pseudo cristianismo começa a dar as mostras de sua falha.
O problema das religiões não está apenas nos líderes, mas está nos fiéis também.  Principalmente esses falsos puritanos citados acima, da classe média-mediana-medíocre. Classe média é só uma palavra para alienar burguês, uma classe enganada, manipulada, que acha que é dominante, mas é dominada.
Não podemos esquecer que há só dois tipos de classe, a dominante, e a dominada. Classe média foi um nome inventado para inflar o ego de quem também é escravizado, esse termo foi gentilmente abraçado por nossa sociedade cruel que fabrica zumbis, usuários do crack, que como afirma brilhantemente Leonardo Boff  deixa a maioria dos habitantes “se sentirem desenraizados culturalmente e alienados socialmente. Predomina a sociedade do espetáculo, do simulacro e do entretenimento”.  
Essas falsas religões interesseiras que manipulam não apenas a classe média, mas permeia toda a sociedade, somos mais contundentes com a classe média por ela se dizer mais ética e mais esclarecida. Se diz não tão alienada quanto  proletariado que virou “massa de manobra”, e não tão malvada quando a elite, mas “superior” porque se diz estar por cima porque tem tempo e dinheiro para se esclarecer, ouvir Chico Buarque, ler Nietzsche e Rimbaud, arrotar teorias e poesias pelos bares e bancos de universidades por aí. Mas, de pouco adianta se  não há ação, teorias de almanaque são apenas meras falácias, esclarecimento pouco adianta se é só para se “arrotar grandeza”.
E assim se formam os Silas Malafaias da vida, os Osvaldos Carvalhos, abusando da fragilidade humana, criando fortuna pessoal. Será que foi isso que Jesus ( se ele ao menos existiu, peloamordomonstrodoespaguettivoador) idealizou? Pastores, bispos, padres, preconceituosos, homofóbicos, criando conflitos de classes, conflitos internos, preconceitos religiosos, fanatismos, com seus conhecimentos rasos de religião e espiritualidade, com suas pregações truculentas, suas retóricas vazias, suas falácias.
Nesta páscoa cheia de manipulações, de discursos vazios e representações teatrais daremos nosso ovo de páscoa para Ernesto Che Guevara e seus companheiros de revolução, principalmente Alberto Granado, que andou 10 mil quilômetros em cima de La Poderosa II ( a motocicleta que nem se sabe como andava) com Che. Che e seus companheiros fizeram  a revolução em toda a América Latina.
No filme Diários de Motocicleta nos emocionou muito perceber a transformação de Alberto e principalmente de Ernesto Che Guevara, e o olhar sutil de Che fazendo uma leitura perfeita do mundo: que a hora da mudança é agora!
Che se embrenhou pela floresta Amazônica, e se encontrou com os leprosos e excluídos. A revolução da América Latina foi feita, mas a principal foi a interna, feita por Che e seus companheiros. Atualmente, precisamos de uma nova revolução, invisível, sub-reptícia. Nossos inimigos atuais são o Wilian Borner, a TV Globo, a Veja, os reitores das universidades, o aparelho burocrático ineficiente, e mais uma infinidade de atores que estão contra a sociedade e não a seu favor, que se mostram como portadores da verdade, mas na verdade estão escondendo da sociedade o que ela precisa saber.
Isso se reflete de forma contundente na educação. A privatização, ou melhor, a mercadologização da educação transformou a universidade em empresa, com clientela nenhum pouco seleta, muito menos exigente do produto, um campo de competição, com educadores, que nem podem ser chamados de educadores, porque não foram educados. Onde o interesse não é educar, e sim alienar.
Há alguns Che Guevaras modernos, perdidos por aí, tentando fazer uma revolução interna e externa, enquanto seus professores tentam tirá-los de seu caminho, de seu ideal. Conhecemos a Kamilly Cordeiro dos Santos, estudante de Direito, da universidade Uni-Anhanguera, com 20 anos, diretora executiva da Federação das Mulheres do Estado de Goiás, busca emancipar a si mesma, e a sociedade. Kamilly que como Che Guevara, busca sua revolução interna.
Antes os jovens da geração anos 60 e 70 lutaram contra armas e canhões, Kamilly luta contra teorias e falsas ideologias, munida de senso crítico, é heroína do anonimato, guerreira no cotidiano.

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